| Por: Adalberto Luque |
Uma criança de dois anos foi socorrida por policiais militares após sofrer uma crise convulsiva e se engasgar na tarde de sábado (26). A menina voltou a respirar durante o atendimento e foi encaminhada para uma unidade de saúde.
O caso ocorreu na Rua Júlio de Mesquita, na Vila Virgínia, zona Oeste de Ribeirão Preto. Uma equipe do 3º Batalhão de Caçadores (BC) fazia patrulhamento pela região quando recebeu, via Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), a informação de que uma criança estava convulsionando e engasgada.
Durante o deslocamento até o endereço informado, os policiais encontraram a mãe e a avó da menina, que estavam nervosas e pediram ajuda à equipe. A criança foi colocada nos braços dos policiais, que iniciaram imediatamente as manobras de desengasgo.
Como a menina tinha dois anos, foi realizada a manobra de Heimlich, técnica de primeiros socorros utilizada para desobstrução das vias aéreas em crianças maiores de um ano. Durante o atendimento, os policiais também seguiram com o deslocamento até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Avenida Treze de Maio, na zona Leste.
No trajeto, a criança retomou a respiração e apresentou controle dos espasmos. A equipe chegou à unidade de saúde com a menina e a encaminhou diretamente para a emergência pediátrica.
A criança permaneceu sob os cuidados da equipe médica. Posteriormente, o pai, que também é policial militar e pertence ao 11º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP), chegou à unidade para acompanhar o atendimento da filha.
Salvamento recorrente
O atendimento de sábado ocorreu poucas semanas depois de outro caso em que policiais do 3º BC socorreram uma criança vítima de engasgo em Ribeirão Preto.
Na noite de 30 de agosto, uma equipe que seguia pela zona Norte para atender outra ocorrência foi abordada por uma mulher que carregava a filha, uma bebê de apenas 30 dias. A mãe informou aos policiais que a criança possivelmente estava engasgada e não respirava.
Os policiais constataram que a recém-nascida não reagia a estímulos e apresentava o rosto e as unhas arroxeados. A equipe iniciou imediatamente a manobra de desengasgamento.
A bebê reagiu aos procedimentos e foi levada para a UPA Norte, onde recebeu atendimento pediátrico e permaneceu em observação. A criança recebeu alta no dia seguinte, 31 de agosto, sem sequelas.

