Tribuna Ribeirão
Esportes

Mais derrotas que vitórias e recorde de troca de técnicos marcam gestão SA

Legenda Botafogo e Avaí duelaram em 2023 e brigam contra o rebaixamento em 2026 (Cleber Valera/Agência Botafogo/Divulgação)

Número de derrotas é maior do que de vitórias desde 2019 quando Adalberto Batista assumiu o clube, troca de treinadores constante é reflexo da performance esportiva

Igor Ramos

Se tem duas coisas que marcam a gestão da Botafogo/SA esportivamente são  o recorde de troca de treinadores  e  o número de derrotas superior ao de vitórias desde 2019, quando o clube passou a ser administrado por Adalberto Batista. Sob a gestão da Sociedade Anônima o  Pantera mais perdeu do que venceu seus jogos. Foram 105 partidas, com 98  empates, 152 derrotas e105 vitórias.

O Botafogo acumula 355 partidas disputadas  pelo Campeonato Paulista e pelo Campeonato Brasileiro das Séries B e C desde 2019.. O aproveitamento é de  39,,6% de aproveitamento.   A equipe marcou 326 gols e sofreu 425, encerrando o recorte com saldo negativo de  99  gols.

Entre as temporadas  completas, 2022 apresentou o melhor aproveitamento, com 45,9%. Naquele ano, o Botafogo disputou 37 jogos, venceu 15, empatou seis e perdeu 16, com  42 gols marcados e 42 sofridos. Já o pior índice foi registrado em 2020, quando o clube terminou com apenas 30,7% de aproveitamento, após dez vitórias, 16 empates e 24 derrotas em 50 partidas.

2026   – Neste ano, com a temporada ainda em andamento, o Botafogo registra até o momento o melhor percentual de todo o levantamento. São  São 38 jogos, 17 vitórias, sete empates e 14 derrotas, além de 43 gols marcados e 43 sofridos, o que representa 50% de aproveitamento.

Dança dos técnicos é reflexo do número de derrotas

Os números de derrotas superiores aos das vitórias explicam o fenômeno botafoguense na sua dança das cadeiras dos treinadores. Entra ano e sai ano, uma coisa o torcedor do Botafogo já sabe. Sob o comando da SA o clube vem se tornando um dos que mais trocam de treinadores por temporada .

Entre técnicos contratados efetivamente e interinos, o Botafogo tornou-se um dos clubes que mais trocaram de treinadores nos últimos anos. A estatística, baseada desde quando a Botafogo SA começou a gerir o clube, inclui 22 nomes de 2019 até 2026.

A máquina de moer treinadores teve início com a saída de Léo Condé, que havia entrado em outubro de 2017 e saiu em fevereiro de 2019, já sob o comando da SA. O treinador comandou o time no acesso da Série C para Série B.

O segundo nome sob o comando da nova direção foi de Roberto Cavalo, que entrou em fevereiro de 2019 e saiu em agosto de 2019, surpreendendo os torcedores , pois o time fazia boa campanha na segunda divisão do Brasileiro.

Em seu lugar, após a demissão, Hemerson Maria assumiu, entrando em agosto de 2019 e saindo em novembro do mesmo ano. O próximo da lista foi Wagner Lopes, que entrou em novembro e foi demitido em fevereiro de 2020.

Após campanhas ruins no Paulistão, que quase culminaram em rebaixamentos, as trocas continuaram.
Claudinei Oliveira chegou em fevereiro de 2020 e ficou até novembro.
Moacir Jr assumiu em seu lugar em novembro de 2020 e saiu em janeiro de 2021.

Alexandre Gallo assumiu em 29 de janeiro e foi desligado em 1 de abril. O polêmico Argel Fuchs entrou no seu lugar em 2 de abril e caiu em 17 de setembro, após eliminação na Série C.

Samuel Dias, que comandava base, foi o escolhido para ocupar a vaga, interinamente, comandando o time na Copa Paulista e até que em novembro de 2021, o Tricolor fechou com Leandro Zago , que ficou só até 23 de maio de 2022, quando deu lugar para Paulo Baier.

O técnico ficou até 21 de fevereiro deste ano, saindo sem motivos claros ou expostos ao torcedor. José Leão ocupou a vaga interinamente até a chegada de Adilson Batista. Neste mês, ele foi demitido e o clube trouxe Marcelo Chamusca. Com a saída de Chamusca Adalberto Baptista contratou o português Paulo Gomes.

Não durou muito. Logo o interino Flávio Tanajura assumiu, enquanto clube negociava com Zanardi
AllanAal foi o escolhido ate ser trocado por Ivan Izzo. Em paralelo, Régis Angeli foi chamado para comandar o time na Copa Paulista, tirando a dupla função de Izzo.

Campanhas que falam – Em pouco mais de 6 anos na direção do futebol, a SA acumulou um rebaixamento da Série B para Série C, e conduziu o clube de volta. No Paulista, um alento, pois o Botafogo acumula 17 anos de permanência sem queda.
No Paulista, manteve na Série A1, apesar de alguns riscos de queda e a não classificação para fases seguintes em alguns anos.

22 nomes em 6 anos incluindo interinos

Dos 22 treinadores que comandaram o Botafogo logo após seu aceso da Série c para a Série B, passando pelos campeonatos paulistas, somente quatro ocuparam a vaga interinamente e um (Régis Angeli) dirigiu o time na Copa Paulista deste ano. Veja quem passou pela degola na gestão SA

A Guilhotina botafoguense na era SA
Leo Condé
Roberto Cavalo
Hemerson Maria
Wagner Lopes
Claudinei Oliveira
Moacir Jr
Alexandre Gallo
Argel Fuchs
Samuel Dias (interino)
Alexandre Zago
Paulo Baier
José Leão (interino)
Adílson Batista
Marcelo Chamusca
José Leão (interino)
Paulo Gomes
Flávio Tanajura (interino)
Marcio Zanardi
Allan Aal
Ivan Izzo
Régis Angeli (Copa Paulista)
Claudio Tencati

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