Tribuna Ribeirão
Economia

Ibovespa tem 
alta histórica

Divulgação
Ibovespa teve a maior alta diária desde 24 de março de 2020, quando havia subido 9,69%: fechou esta segunda-feira, 5 de outubro, com ganho de 7,70%


O Ibovespa – índice de referência da B3 –, além de renovar o recorde nominal e real ao romper a faixa dos 200 mil pontos, também teve a maior alta diária desde 24 de março de 2020, quando havia subido 9,69%. Fechou esta segunda-feira, 5 de outubro, com ganho de 7,70%, aos 206.911,89 pontos, nova máxima histórica, nominal e real (considerando a inflação). O pico anterior foi batido em 14 de abril de 2026, ao fechar em 198.657,33 pontos.

Naquela data, o Ibovespa atingiu o pico intradiário de 199.355 pontos, o que equivalia a 203.063 pontos considerando o IPCA. Esse foi o maior nível atingido corrigido pelo indicador, de forma que o resultado desta segunda-feira também supera a marca.

O giro financeiro também foi intenso, superando com folga a média dos pregões, ao bater R$ 79 bilhões (ações do Ibovespa), também um dos maiores da história. A mínima ontem f oi 192.137,63 pontos e a máxima atingiu 209.605,70 pontos.

Encerrou agosto com leve queda de 0,33% e ganhou 5,03% em setembro. No terceiro trimestre, subiu 8,32%. Ganha 11,19% em outubro. Avança 4,71% na semana, após queda de 0,95% na anterior. Cedeu 0,08% em abril e 7,22% em maio.

Em fevereiro houve alta de 4,09% e ganho de 12,56% em janeiro. Fechou 2025 em elevação de 33,95%, melhor desempenho desde 2016 (+38,9%). Caiu 12,75% em 2024 e sobe 28,4% em 2026, após ter chegado a 23,29% em 14 de abril.

Após ter descido até R$ 4,95 pela manhã, o dólar à vista reduziu as perdas ao longo da tarde e encerrou a sessão no limiar de R$ 5,00, ainda assim em queda superior a 4%. Lá fora, o índice DXY – que mede o desempenho da divisa em relação a uma cesta de seis moedas fortes – subia 0,21% por volta das 17 horas, aos 102,146 pontos, após máxima aos 102,535.

Além da surpreendente liderança de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno, com cerca de 2,2 milhões de votos a mais que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), houve um avanço significativo do campo da direita no Congresso, em especial no Senado. Investidores tomaram nota também de vitórias de candidatos conservadores em estados relevantes, cujo maior exemplo é a reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo.

Depois de oscilar ao redor de R$ 4,99 ao longo da tarde, o dólar à vista terminou o dia em baixa de 4,12%, cotado a R$ 5,0018 – menor valor de fechamento desde 21 de maio. Embora outras divisas latino-americanas tenham ganhado terreno, com destaque para os ganhos de quase 2% do peso colombiano e do peso chileno, o real exibiu, com folga, o melhor desempenho entre as moedas mais líquidas.

A divisa encerrou agosto com ganhos de 2,16% e perdeu 0,10% em setembro. No trimestre, houve alta de 0,23%. Recua 3,35% em outubro. Subiu 0,67% na semana passada, após elevação de 0,72% na anterior. Em março subiu 0,87% e caiu 4,36% em abril. Cedeu 2,16% em fevereiro e 4,40% em janeiro. Perde 8,88% em relação ao real em 2026. A moeda recuou 10,34% no ano passado, após fechar 2024 com alta de 27,34%.

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