O circo chega a teatros, escolas e praças de quatro cidades do interior paulista com a primeira edição do Circuito Picadeiro SP. Realizado pela Eu Sou O Brasileiro Produções Culturais, o projeto começa nesta quarta-feira, 7 de outubro, com apresentações gratuitas em Paraíso e Monte Azul Paulista, e segue por Ubarana e Monte Alto. A programação reúne cinco companhias e inclui oficinas de iniciação circense e rodas de conversa com os artistas.
A primeira etapa, patrocinada pela Tietê Agroindustrial, terá sessões destinadas ao público escolar. A abertura será com o espetáculo “Tradição, Paixão e Circo”, da Cia Raros Circo e Teatro, hoje, às 9h30, em Paraíso, e às 14h30, em Monte Azul Paulista. No dia seguinte, a companhia apresenta “Clownfusão, Os Internacionalmente Desconhecidos” em Ubarana, às 11h e às 13h30.
Monte Alto recebe a segunda etapa, com patrocínio da Automotiva Cestaria e da Macopema. No município, a agenda terá sessões voltadas principalmente a estudantes da rede pública e duas apresentações abertas ao público em geral: “Jeronimo Show”, da Cia Circo Caramba, em 18 de outubro, às 16 horas, e “Charivari Circo”, da Cia LaMala, em 15 de novembro, às 20 horas.
“Essa divisão em etapas mostra que o Circuito pode assumir diferentes formatos em cada território, mantendo a proposta da circulação, o acesso gratuito e a valorização da produção circense”, explica Fábio Brasileiro, diretor de projetos da Eu Sou O Brasileiro Produções Culturais.
Palco e plateia – O Circuito Picadeiro SP nasceu da dificuldade que as companhias circenses enfrentam para apresentar seus espetáculos fora dos grandes centros. “Essa era uma antiga inquietação nossa”, afirma Brasileiro. A proposta combina apresentações e atividades de formação em diferentes espaços. “Queremos que o circo circule e encontre as pessoas onde elas estão”, destaca.
Participam desta edição a Cia Raros Circo e Teatro, de Ribeirão Preto; a Cia Mimicalado e a Cia Rogério Piva, de São Paulo; a Cia LaMala, de Atibaia; e a Cia Circo Caramba, de Americana. “A diversidade de grupos é parte fundamental do projeto porque o circo é linguagem diversa e queremos que o público tenha contato com diferentes artistas, técnicas, estéticas e outras formas de pensar e fazer circo. A ideia é construir uma plataforma para a linguagem circense de forma mais ampla e abrangente”, explica o diretor.
O diretor destaca que ter diferentes companhias numa mesma programação “significa movimentar uma cadeia maior de artistas, técnicos e produtores, o que gera trabalho e fortalece a cena circense”, completa.
As montagens já passaram por festivais e mostras de circo no Brasil, incluindo eventos de projeção internacional. “São produções que evidenciam a diversidade, a técnica e a potência artística do circo contemporâneo brasileiro”, ressalta Brasileiro.

