O dólar disparou nesta segunda-feira, 26 de outubro, e alcançou o maior nível desde janeiro, com o aumento dos prêmios de risco fiscal e político após a surpreendente vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, na noite de domingo (25). Principal termômetro do apetite por negócios, o contrato futuro para novembro teve giro muito expressivo, acima de US$ 31 bilhões.
Após rondar R$ 5,40 no fim do pregão, o dólar à vista terminou o dia em alta de 8,21%, cotado a R$ 5,4029 – nível mais elevado de fechamento de desde 5 de janeiro (R$ 5,4055). Foi o maior avanço percentual diário desde 13 de janeiro de 1999, no governo Fernando Henrique Cardoso, quando o país adotou regime de bandas cambiais, com a saída de Gustavo Franco da presidência do Banco Central.
A divisa encerrou agosto com ganhos de 2,16% e perdeu 0,10% em setembro. No trimestre, houve alta de 0,23%. Avança 4,40% em outubro. Caiu 1,58% na semana passada, após avanço de 1,77% na anterior. Em março subiu 0,87% e caiu 4,36% em abril. Cedeu 2,16% em fevereiro e 4,40% em janeiro. Perde 1,57% em relação ao real em 2026. A moeda recuou 10,34% no ano passado, após fechar 2024 com alta de 27,34%.
O Ibovespa – índice de referência da B3 – fechou no menor nível de preço desde 31 de agosto, após ter presenciado o primeiro circuit breaker em seis anos pela manhã, quando tombou mais de 17% na mínima intradia. A mínima foi de 169.516,44 pontos, com máxima de 205.088,73 pontos. Fechou em queda de 13,88%, aos 176.608,23 pontos. O giro financeiro somou R$ 88,6 bilhões.
Encerrou agosto com leve queda de 0,33% e ganhou 5,03% em setembro. No terceiro trimestre, subiu 8,32%. Recua 5,22% em outubro. Baixou 0,17% na semana passada, após ceder 1,74% na anterior. Caiu 0,08% em abril e 7,22% em maio. Em fevereiro houve alta de 4,09% e ganho de 12,56% em janeiro. Fechou 2025 em elevação de 33,95%, melhor desempenho desde 2016 (+38,9%). Caiu 12,75% em 2024 e sobe 9,61% em 2026.
Dólar – A mediana das expectativas do mercado financeiro no relatório Focus do Banco Central para a cotação do dólar no fim de 2026 diminuiu de R$ 5,13 para R$ 5,05. Considerando apenas as 80 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, caiu de R$ 5,05 para R$ 5,00.
A mediana para a cotação da moeda americana no fim de 2027 recuou de R$ 5,22 para R$ 5,15. A projeção para o fim de 2028 caiu de R$ 5,29 para R$ 5,20, segunda queda consecutiva. A estimativa para 2029 caiu de R$ 5,30 para R$ 5,28. Há um mês, era de R$ 5,35. A moeda americana fechou 2025 cotada em R$ 5,4840, com perda acumulada de 11,18% frente ao real.

