Tribuna Ribeirão
Economia

Abrasmercado sobe
1,09% em setembro

No acumulado de janeiro a setembro, o arroz sobe 4,96%, o feijão avança 36,43% e as carnes bovinas permanecem em alta, entre 7,84% e 10,99%

Valor da cesta com 35 produtos subiu 1,09%, de R$ 841,95 em julho para R$ 837,14 em setembro, ainda acima de R$ 800

O preço da Abrasmercado – cesta do setor supermercadista composta por 35 produtos de largo consumo, dentre eles alimentos, bebidas, carnes, produtos de limpeza, itens de higiene e beleza – acelerou de queda de 0,57% em agosto para alta de 1,09% em setembro, interrompendo sequência de três baixas seguidas, 1,66 ponto percentual acima, após queda de 1,24% em julho, 0,28% em junho, inflação de 2,16% em maio, 1,98% em abril, 2,20% em março e 0,47% em fevereiro e retração de 0,16% em janeiro.

Está 1,73 ponto percentual acima da deflação de 0,64% registrada em setembro do ano passado. Voltou a ficar acima de R$ 800 pelo oitavo mês seguido. Passou de R$ 837,14 em agosto para R$ 846,22, acréscimo de 9,08. O recorde da série histórica, que começou em agosto de 2001, pertence a maio de 2026, de R$ 854,91.

Em doze meses, na comparação com os R$ 799,70 do nono mês do ano passado, a alta chega a 5,82%, com aporte de R$ 46,52. Acumula alta de 5,73% no ano, R$ 45,87 a mais que os R$ 800,35 de dezembro. Fechou o ano passado com inflação acumulada de 0,73%, contra 9,96% de 2024.

São 9,23 pontos percentuais a menos. A pesquisa foi divulgada nesta quinta-feira, 29 de outubro, pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras). A maior variação mensal em 25 anos pertence a novembro de 2022, de 7,24%.

Variações – Entre os produtos básicos, o arroz apresentou uma das principais altas do mês, de 4,56%, após avançar 1,34% em agosto. No acumulado do ano, o produto registra alta de 4,96%. O óleo de soja avançou 1,83% em setembro, após alta de 0,48% em agosto. Mesmo com os dois meses consecutivos de aumento, o produto registra queda de 8,59% entre janeiro e setembro.

O açúcar refinado também voltou a subir (1,11%), depois das quedas de julho (-3,41%) e agosto (-0,89%), e acumula retração de 13,64% no ano. Em sentido contrário, o feijão recuou 4,12% em setembro, terceira queda mensal consecutiva, depois das retrações de 2,17% em julho e de 4,82% em agosto.

Apesar das quedas recentes, o produto acumula alta de 36,43% no ano. O café torrado e moído também manteve trajetória de queda, com recuo de 1,09% em setembro, após as reduções de 2,45% em julho e de 1,86% em agosto. De janeiro a setembro, a queda acumulada chega a 16,19%. Entre os demais produtos básicos, as variações de setembro foram mais moderadas.

A massa sêmola de espaguete avançou 0,18%, enquanto recuaram a farinha de mandioca (-0,47%), a farinha de trigo (-0,45%), o leite longa vida (-0,26%), o queijo muçarela (-0,10%) e a margarina cremosa (-0,08%). No acumulado de janeiro a setembro, o leite longa vida se destaca com alta de 27,00%. Também avançam a margarina cremosa (4,79%), o queijo muçarela (3,81%) e a farinha de mandioca (2,26%).

Em sentido contrário, a farinha de trigo acumula queda de 4,77% e a massa sêmola de espaguete, de 0,20%. No grupo das proteínas, os cortes bovinos do traseiro registraram alta de 1,10%, enquanto o dianteiro ficou praticamente estável, com variação de 0,06%. Em sentido contrário, recuaram o frango congelado (-1,96%), os ovos (-1,84%) e o pernil (-1,43%).

No acumulado de janeiro a setembro, as carnes bovinas permanecem em alta: o traseiro registra avanço de 10,99% e o dianteiro, de 7,84%. Já o pernil (-8,65%), o frango congelado (-4,35%) e os ovos (-2,60%) acumulam queda. Nos vegetais frescos, setembro foi marcado por fortes altas.

O tomate avançou 37,76%, a batata, 24,07%, e a cebola, 10,14%. Apesar das oscilações registradas nos meses anteriores, os três produtos apresentam altas expressivas no acumulado de janeiro a setembro: cebola (61,81%), tomate (58,70%) e batata (45,55%). Nos itens de higiene pessoal, setembro apresentou alta no papel higiênico (1,29%), no creme dental (1,11%) e no sabonete (0,09%), enquanto o xampu recuou 0,40%.

No acumulado de janeiro a setembro, todas as categorias permanecem em alta: creme dental (7,06%), papel higiênico (5,48%), xampu (5,34%) e sabonete (3,82%). Na limpeza doméstica, a água sanitária avançou 1,75% em setembro e o detergente líquido para louças, 1,06%.

Em sentido contrário, recuaram o desinfetante (-0,59%) e o sabão em pó (-0,06%). No acumulado do ano, todos os itens permanecem em alta: água sanitária (6,21%), detergente líquido para louças (5,02%), desinfetante (4,82%) e sabão em pó (0,14%).

Cesta com doze  itens avança 0,12%
A cesta de alimentos básicos (que monitora doze produtos) da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) registrou inflação de 0,12% em setembro, contra 0,09% em agosto, avanço de 0,03 ponto percentual. Caiu 0,27% em julho, subiu 0,08% em junho, 0,81% em maio, 2,85% em abril, 2,26% em março e 0,43% em fevereiro, contra deflação de 1,48% em janeiro. O preço médio nacional passou de R$ 356,76 para R$ 357,20, acréscimo de R$ 0,44.

Houve deflação de 1,40% no ano passado, abatimento de R$ 4,84 em relação aos R$ 345,23 de dezembro de 2024. O valor de junho (R$ 357,39) é o mais elevado da série. Em doze meses, em relação aos R$ 346,93 cobrados em agosto de 2025, o aumento chega a 2,96%. São R$ 10,27 a mais. Em nove meses, acumula alta de 4,94% em relação aos R$ 340,39 de dezembro, aporte de R$ 16,81.

Entre os doze produtos acompanhados, cinco registraram alta no mês: arroz (4,56%), óleo de soja (1,83%), açúcar refinado (1,11%), massa sêmola de espaguete (0,18%) e carne bovina – corte dianteiro (0,06%). Em sentido contrário, o feijão recuou 4,12% em setembro, terceira queda mensal consecutiva. Apesar das retrações recentes, o produto ainda acumula alta de 36,43% entre janeiro e setembro.

O café torrado e moído também registrou a terceira queda consecutiva, com recuo de 1,09% em setembro, e acumula retração de 16,19% no ano. Entre os demais produtos, recuaram a farinha de mandioca (-0,47%), a farinha de trigo (-0,45%), o leite longa vida (-0,26%), o queijo muçarela (-0,10%) e a margarina cremosa (-0,08%).

No acumulado de janeiro a setembro, destacam-se, além do feijão, a alta de 27,00% do leite longa vida e de 4,96% do arroz. Entre as principais quedas estão o café torrado e moído (-16,19%), o açúcar refinado (-13,64%) e o óleo de soja (-8,59%).

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