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Emanoel Araújo rebate acusações de assédio

O criador e diretor do Museu Afro Brasil, Emanoel Araújo, 77, acusado por ex-funcionários da instituição de assédio sexual, rebateu nesta terça-feira, 26, as denúncias que circulam pelas redes sociais e disse ao jornal “O Estado de S. Paulo” que já constituiu um advogado, Belisário Santos, para tratar da questão. Segundo ele, essas acusações estariam ligadas à demissão da funcionária Renata Felinto, criticada por Araújo no programa Roda Viva da TV Cultura, exibido no dia 18 de dezembro. O diretor, contudo, não quis comentar o caso particular da ex-funcionária, que teria movido uma ação trabalhista e recebido indenização do museu.

A primeira denúncia de assédio sexual partiu do produtor e massagista Felinto dos Santos, em depoimento publicado em seu perfil no Facebook, no dia 20 de dezembro. “Isso é coisa do Brasil, onde você é injustamente acusado por demitir alguém”, limitou-se a comentar Araújo. Nesta terça, Felinto, que trabalhou cinco anos no Museu Afro Brasil, voltou a acusar o diretor, que teria, segundo ele, agarrado seu braço com força em certa ocasião.

Após a publicação da denúncia, um dos comentários, assinado por Newman Costa, acusou igualmente o diretor, afirmando que presenciou cenas de assédio sexual no museu, onde trabalhou, tendo conhecido Araújo em 2006. Ele mesmo, garantiu o ex-funcionário em depoimento na rede social, foi vítima de assédio.

Emanoel Araújo criou o Museu Afro Brasil, instalado no Parque Ibirapuera, em 2004. A instituição tem um acervo de mais de 5 mil obras, algumas delas doadas pelo próprio fundador do museu, que é também colecionador e escultor.

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