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A covid-19 no Brasil e no mundo – parte III

Um vírus não é considerado pelos cientistas como um ser vivo e sim uma partícula que necessita de uma célula (que é uma parte de um ser vivo) para se instalar e assim poder se multiplicar. E se multiplicando ele pode causar reações no corpo humano que podem levar à desorganização no funcionamento de células, tecidos e órgãos que podem levar à morte do organismo como um todo, isto é, a pessoa morre.

No passado a humanidade já passou por várias pandemias muitas delas levando à morte de milhares ou milhões de pessoas. No caso da atual pan­demia que tomou conta do mundo há mais de um ano, o vírus responsável por esses casos que as pessoas estão sofrendo chamou-se de novo coronaví­rus, já que o vírus chamado corona vírus já era conhecido e podemos dizer que a sua ação não causava os danos consideráveis. Já esse novo coronavírus mostrou-se portador de características absolutamente inéditas.

Por exemplo, uma que chamou a atenção desde o início foi a de que uma pessoa é portadora do vírus e pode não ter nenhum sinal ou sintoma e também não desenvolver a doença, mas ela transmite o vírus para outras pessoas. Essa é uma característica que torna o vírus muito perigoso do pon­to de vista de saúde pública, pois pode estar contaminando pessoas que por sua vez, também estará contaminando outras numa reação em cascata sem limite e certamente muitas delas estará desenvolvendo desde formas simples até outras graves e gravíssimas levando ao óbito.

Desde o primeiro óbito ocorrido na China em janeiro do ano passado até os mais recentes que estão ocorrendo no mundo inteiro, pesquisadores, médicos e cientistas se debruçaram para descobrir um tratamento para a covid-19. Infelizmente até agora nenhum remédio foi capaz de desativar o vírus uma vez instalado no corpo das pessoas. Nenhum esquema de remé­dios tanto preventivo como curativo mostrou-se eficaz até agora no combate a esse vírus e à doença covid-19 causada por ele.

Entretanto, um fato notável é que após dez meses de estudos e testes fo­ram descobertas até agora 16 vacinas que estão sendo aplicadas em dezenas de países. Como sempre formatamos nosso material científico, educacional e cultural sob a forma de perguntas e respostas para facilitar a compreensão de nossos leitores.

01. Nos últimos oito dias houve alguma novidade em relação à covid-19 no Brasil?
Houve sim, aliás está havendo e lamentavelmente para pior, para muito pior. O número de contaminados e de mortos aumenta a cada dia sendo que o aparecimento de uma “variante” do vírus surgida lá no estado do Amazo­nas tem contribuído para piorar a doença em todos os seus aspectos como também para causar um aumento enorme no número de infectados.

Essa variante surgida em Manaus recebeu o nome de P.1 ou variante de Manaus. Até o momento numerosos trabalhos científicos estão sendo con­duzidos para se conhecer melhor as características dessa cepa, que é o nome que os cientistas dão para a condição em que um vírus adquire uma ou mais características diferentes das que ele já possui.

Já sabemos que essa variante de Manaus infecta e desenvolve a doen­ça atingindo uma faixa de idade mais jovem. Também se suspeita que, a doença causada por essa cepa seja mais grave evoluindo para essa condição também em menos espaço de tempo possível. Descobriu-se também que essa variante de Manaus desenvolve um número de vírus dez vezes maior, mas ainda não sabemos se isto leva a uma forma mais grave, entretanto sa­bemos que esse fato contribui, sim para uma contaminação de um número maior de pessoas.

O Brasil com sua forma administrativa travada, complexa e desor­ganizada dificulta muito uma tomada de decisão efetiva no combate à covid-19. Também o assustador aumento do número de casos graves levando ao caos e em alguns locais ao colapso de todo o sistema de saúde compreendendo a falta de vagas nas UTIs, enfermarias e serviços de urgência e emergência. Infelizmente chegamos a ultrapassar mais de duas mil mortes de ontem para hoje, fato que pode ser classificado como uma catástrofe para nós brasileiros.
(Continua na próxima semana)

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