Tribuna Ribeirão
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As várias ‘faces’ do Natal

Os tradicionais enfeites de Natal

Como várias religiões encaram as comemorações de uma das datas mais esperadas do ano

Reconhecida como uma das principais celebrações do calendário cristão e simbolizando o nascimento de Jesus Cristo, nem todas as religiões comemoram o Natal. Originalmente a data remonta as antigas crenças da humanidade, como as comemorações do império romano pelo solstício de inverno no Hemisfério Norte. Era uma festa pagã em homenagem ao deus romano Saturno, o protetor da agricultura, e durava sete dias, tendo início em 17 de dezembro.

A festa era marcada por muita música, banquetes, danças, jogos, brincadeiras e troca de presentes. Ninguém precisava trabalhar, e aos escravos era concedido o direito de participar de tudo. Ou seja, eles tinham direito a uma liberdade temporária.

Somente no Século IV, quando o Ocidente se tornou Cristão, é que o Imperador Constantino uniu o culto pagão ao Cristianismo, transformando a festa em uma comemoração ao nascimento de Jesus e estabelecendo o dia 25 de dezembro para isso.

Ao logo do tempo, muitas pessoas que não professam o Cristianismo adotaram o Natal como parte de suas tradições familiares ou culturais. Para esses grupos, a data representa mais do que um marco religioso e é uma oportunidade de convivência, afeto e generosidade.

Enfeites e velas são a celebração na maioria das religiões

Natal para os Católicos
No catolicismo, o Natal é tradicionalmente celebrado com a Santa Missa na passagem do dia 24 para 25 de dezembro. Os católicos também têm como tradição se reunirem na véspera de Natal para jantarem em família. Para a Igreja Católica, este período vai até 6 de janeiro, com a festa de Santos Reis, considerado o dia em que os três reis magos visitaram o menino Jesus para adorá-lo.

Natal para os Evangélicos
Os evangélicos também creem no nascimento de Jesus Cristo. Eles celebram o Natal com cultos nas igrejas e orações em suas casas. É um momento de reflexão, de pensar sobre a interioridade do homem e em valores como, perdão, compaixão, paz e solidariedade.

Natal para os Candomblecistas
Dentro do Candomblé, não existe a lógica do Natal e da celebração do nascimento de Jesus. Na religião, são cultuadas as forças da natureza, que são representadas pelos orixás. Ainda assim, em meio à cultura cristã, os adeptos da religião afro-brasileira aproveitam esta época do ano para cultivar em seus templos e casas a reflexão de novos começos.

Natal para os espíritas
O espiritismo comemora o nascimento de Jesus Cristo com atividades como palestras alusivas à data. Para eles, a data representa o Renascimento e a esperança da Boa Nova. Ou seja, o que Jesus trouxe para a Terra. O Natal, portanto, é o momento da verdade, em que se espera que as pessoas valorizem o amor e a caridade.

Natal para o Budismo
Não há envolvimento do budista com a comemoração do Natal do mundo ocidental. Ou seja, da comemoração do nascimento de Jesus Cristo. Mas, os budistas admiram as qualidades daqueles que lutam pela humanidade e, por isso, respeitam a tradição já estabelecida, respeitando também a figura de Jesus Cristo, que para eles é considerado um Bodhisattva – um santo ou aquele que ama a humanidade a ponto de se sacrificar por ela.

Natal para o Islamismo
Ao contrário das religiões cristãs – para as quais Jesus é o Messias, o enviado de Deus – o islamismo dá maior relevância aos ensinamentos de Mohamad, profeta posterior a Jesus que teria vivido entre os anos 570 e 632 d.C. Ele teria vindo ao mundo completar a mensagem de Jesus e dos demais profetas.
Em relação à celebração do Natal, os muçulmanos mantêm uma relação de respeito, apesar da data não ser considerada sagrada para o seu credo. Para os muçulmanos, existem apenas duas festas religiosas: o Eid El Fitr, que é a comemoração após o término do mês de jejum (Ramadan) e o Eid Al Adha, onde comemoram a obediência do profeta Abraão e a Deus.

Natal para o Judaísmo
Os judeus não comemoram o Natal e o Ano Novo na mesma época em que a maioria dos povos, mas, para eles, o mês de dezembro também é de festa. Apesar de também acreditarem que Jesus existiu, os judeus não mantêm uma relação de divindade com ele.
Na noite do dia 24 de dezembro os judeus comemoram o Hanukah, que na língua hebraica significa Festa das Luzes. A data marca a vitória do povo judeu sobre os gregos, conquistada há dois mil anos, em uma batalha pela liberdade de poder seguir sua religião. Apesar de não ser tão famosa no Brasil, a festa de Hanukah, que, tradicionalmente dura oito dias, em vários países é tão popular como o Natal.

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