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Bancos e a projeção para o crédito

Reprodução / Pexels

Os bancos promoveram uma ligeira melhora na projeção para as suas operações de crédito este ano, embora ainda esperem uma desaceleração gradual em meio aos juros ainda elevados, mostra a Pesquisa de Economia Bancária e Expectativas da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

O levantamento é realizado a cada 45 dias, após as reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), e na edição atual ouviu 21 instituições entre os dias 3 e 9 de fevereiro. De acordo com a sondagem, as projeções para o crescimento das carteiras de crédito neste ano subiram de 8,2%, em dezembro, para 8,4%.

Se confirmado, o desempenho representaria uma pequena perda de força em relação ao avanço de 10,2% registrado em 2025 A alta seria puxada principalmente pelo crédito direcionado, cuja projeção avançou de 9,4% para 9,6%.

No segmento de crédito para empresas, a previsão subiu de 9,7% para 11,1%, diante dos programas governamentais para micro, pequenas e médias empresas. Já na carteira direcionada às famílias, a estimativa cedeu de 9,1% para 9%.

O levantamento indicou ainda projeção de alta de 7,6% na carteira com recursos livres em 2026, estável na comparação com a pesquisa anterior. A elevação esperada para a carteira a pessoas físicas, crédito ao consumo, passou de 8,6% para 9,1%, ajudada pelo mercado de trabalho resiliente. Para pessoa jurídica, houve uma queda na previsão, de 6,2% para 5,6%.

Para o ano de 2027, a pesquisa aponta expectativa de crescimento de 7,7% na carteira total, com incremento esperado de 7,4%, para a carteira livre, e de 8,3% para a direcionada. Os bancos brasileiros preveem que o Banco Central abrirá o ciclo de corte de juros com uma redução de 0,5 ponto percentual na Selic em março, segundo o levantamento da Febraban.

De acordo com a pesquisa, pouco mais de 60% das instituições participantes disseram acreditar que a taxa básica deve encerrar 2026 abaixo de 12,25%. Para 76,2% dos bancos consultados, o Copom acertou ao manter a Selic em 15% na reunião do mês passado e ao sinalizar o início da flexibilização monetária para o mês que vem.

Em relação às perspectivas para a atividade econômica no país, a proporção daqueles que projetam crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) este ano na faixa de 1,8% (patamar que representa o consenso atual do mercado) caiu de 55%, na edição de dezembro, para 38,1% agora.

Por outro lado, a parcela dos que esperam uma expansão acima desse nível avançou de 15% para 28,6%. Um terço dos participantes (33,3%) preveem crescimento abaixo do consenso.

Sobre os rumos da política fiscal, 71,4% dos bancos ouvidos entendem que o governo precisará adotar medidas adicionais para cumprir a meta fiscal de 2026, abaixo dos 80% auferidos em dezembro. Destes, 47,6% avaliam que a agenda será focada em medidas voltadas às despesas, com contingenciamento ou exclusão de despesas da meta.

A pesquisa indicou também que a projeção para a inadimplência da carteira livre dos bancos ficou estável em 5,2% este ano, ante uma taxa de 5,5% observada em 2025. Para 2027, a estimativa é de 4,9%.

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