Tribuna Ribeirão
Economia

Bandeira será verde em março

Aneel anunciou bandeira verde em março, sem taxa extra | Pixabay

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira, 27 de fevereiro, bandeira verde para março, sem custo adicional na conta de luz pelo terceiro mês seguido – em janeiro e fevereiro também não teve cobrança de taxa extra. Segundo a reguladora, de um modo geral, as chuvas foram mais favoráveis neste mês com condições favoráveis à geração de energia no país.

Houve um aumento no volume de chuvas em fevereiro, resultando na elevação do nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas. Contudo, mesmo com a bandeira verde e as condições de geração favoráveis, pode haver despacho complementar de usinas termelétricas.

O eventual acionamento dessas usinas é justificado pela Aneel como garantia para a “robustez do sistema elétrico em situações operativas específicas”. O anúncio para março vem conforme a previsão para os primeiros meses do ano. Para a segunda metade do ano de 2026 é vislumbrado o acionamento de bandeiras com cobrança adicional para os consumidores, após o fim do período chuvoso.

Em novembro e dezembro vigorou a bandeira amarela, com taxa de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kW/h) consumidos. Antes, foram dois meses seguidos com a vermelha patamar 1 e cobrança adicional de R$ 4,463. Em agosto e setembro vigorou a vermelha patamar 2, com taxa máxima de R$ 7,877. Até novembro foram sete meses consecutivos com cobrança extra.

Em junho e julho vigorou a bandeira tarifária vermelha patamar 1, com custo adicional de R$ 4,463 a cada 100 kWh consumidos pelos clientes conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN).  Em maio vigorou a amarela, com taxa extra de R$ 1,885 a cada 100 kWh.

Essa cobrança interrompeu uma sequência de cinco meses consecutivos de bandeira verde (desde dezembro de 2024), sem cobrança extraordinária. O sistema de bandeiras tarifárias foi criado pela agência reguladora em 2015, com intuito de sinalizar ao consumidor o custo real da geração de energia no país.

Por outro lado, a medida também atenua os efeitos no orçamento das distribuidoras de energia. A bandeira verde, quando não há cobrança adicional, significa que o custo para produzir energia elétrica está baixo. Em 2024, a bandeira amarela teve redução de 36,9%, passando de R$ 2,989 para R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh).

Já a bandeira vermelha 1 passou de R$ 6,500 para R$ 4,463, redução de 31,3%. E a bandeira vermelha 2 caiu de R$ 9,795 para R$ 7,877, diferença de 19,6%. Na série histórica, o maior período em que a bandeira tarifária ficou verde foi de abril de 2022 até julho de 2024.

Em abril, a conta de luz deve ficar mais cara para cerca de 350 mil consumidores da CPFL Paulista em Ribeirão Preto – são cerca de 5,02 milhões de clientes espalhados por 234 cidades do estado de São Paulo – devido ao reajuste tarifário anual da concessionária

No ano passado, depois de suspender por 20 dias o processo, a Aneel anunciou, em 29 de abril, redução média de 3,66% na conta de luz da CPFL Paulista, contra aumento de 1,46% em 2024. A data do reajuste tarifário anual da concessionária é 8 de abril. Segundo a reguladora, a energia para clientes residenciais ficou 3,97% mais barata, contra alta de 1,79% no ano anterior.

Para clientes de baixa tensão, a redução foi de 3,93%, ante aumento de 1,77% em 2024. Grandes consumidores passaram a pagar 3,06% a menos, contra elevação de 0,80% no ano anterior. Os percentuais de 2025 são os mais baixos em 15 anos.

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