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Cetras vai soltar vítima de tráfico

Dos quatro filhotes de macaco-prego resgatados durante tentativa de tráfico, dois morreram, um segue em tratamento no Cetras e outro será solto | Divulgação

Nesta segunda-feira, 8 de dezembro, o Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras) Morro do São Bento, ligado a Secretaria do Meio Ambiente, Agricultura e Sustentabilidade e instalado no Bosque e Zoológico Municipal Doutor Fábio Barreto, em Ribeirão Preto, fará a soltura de um dos macacos-prego vítimas do tráfico de animais.

Os quatro macacos-prego foram resgatados, em 29 de novembro, pela Polícia Militar Rodoviária (PMRv) na Rodovia Washington Luiz (SP-310), no município de Ibitinga, durante uma tentativa de tráfico para comércio ilegal na cidade de São Paulo.

O animal será devolvido à natureza pela Polícia Militar Ambiental (MAmb), na região de Ibitinga. O macaco que será devolvido ao habitat é o mais velho do grupo de quatro resgatados que chegaram ao Cetras muito debilitados, com desnutrição e desidratação severa. Devido à gravíssima condição de saúde, dois morreram óbito.

Com a soltura deste animal, somente um macaco-prego seguirá sob cuidados do Cetras. O processo de retorno de animais silvestres à natureza é um dos objetivos da unidade e reforça o compromisso da prefeitura de Ribeirão Preto com a conservação do meio ambiente.

Além do tráfico, os filhotes foram mantidos em cativeiro, o que comprometeu seu desenvolvimento e agravou o estado de saúde.  Eles chegaram ao centro em condição gravíssima. Segundo a Polícia Ambiental, há suspeita de que os animais tenham sido retirados diretamente da natureza, e não nascido em cativeiro.

Os filhotes foram encaminhados ao centro de Ribeirão Preto devido à capacidade técnica da equipe especializada em reabilitação de fauna silvestre. O tráfico de animais silvestres é crime ambiental, sujeito a detenção e multa. Denúncias podem ser feitas à Polícia Militar, pelo telefone 190; à Polícia Ambiental de Ribeirão Preto, pelo (16) 3931-1070; e à Guarda Civil Metropolitana, pelo 153.

No último dia 19 de novembro, oito filhotes de diferentes espécies chegaram ao Cetras: três tucanos, um quati, duas cutias e dois gatos-mourisco.  Os animais permanecerão na unidade recebendo cuidados integrados para garantir pleno desenvolvimento cognitivo e físico antes de serem reinseridos na natureza.

Os tucanos foram encaminhados pelos municípios de São Simão e Araraquara, enquanto o quati foi encontrado em Caconde.  Os gatos-mourisco vieram da região de Ribeirão Preto – a fêmea de Cruz das Posses e o macho de Serrana. Todos são animais vitimados, recolhidos após serem encontrados em situação de vulnerabilidade em áreas urbanas ou próximas a elas.

Até o dia 14 de novembro, a instituição realizou mais de 1,3 mil atendimentos e 674 solturas de animais. O fluxo de trabalho registrado pelo centro reflete o aumento da demanda por resgate, triagem e cuidados especializados com animais silvestres.

Com mais de 670 animais devolvidos ao habitat natural, o Cetras reafirma seu impacto positivo na conservação ambiental, garantindo que espécies resgatadas, tratadas e reabilitadas retomem seu papel no equilíbrio ecológico.

Nesse período, 121 animais foram soltos, incluindo representantes de topo de cadeia alimentar e importantes reguladores biológicos, como mamíferos, répteis e aves de rapina. Entre as espécies com maior número de solturas em novembro, destacam-se 25 periquitos-de-encontro-amarelo, 15 gambás-de-orelha-branca e seis suindaras.

O sucesso na reabilitação de espécies predadoras – entre elas gavião-carijó, diferentes espécies de corujas e serpentes peçonhentas, como a cascavel – é fundamental para a saúde dos ecossistemas e para o controle de populações naturais.

Os animais atendidos no Cetras são vítimas de maus-tratos, do tráfico, da caça ilegal e de incêndios e atropelamentos. O trabalho desenvolvido pelo Cetras é essencial para a conservação da fauna, oferecendo atendimento clínico e cirúrgico a animais silvestres que chegam debilitados, em sua maioria após contato com áreas urbanas.

Grande parte do atendimento envolve aves que passam por tratamentos clínicos e nutricionais específicos para recuperar o tônus muscular e voltarem a voar.  O Cetras Morro do São Bento faz parte da rede de 28 unidades do Estado de São Paulo.

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