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Coleta de lixo volta ao normal

Como o Tribuna mostrou na edição de terça-feira (3), mobilização de motoristas e coletores prejudicou a coleta de lixo em vários bairros de Ribeirão Preto | Foto: Alfredo Risk

A Estre Ambiental, responsável pela coleta de lixo em Ribeirão Preto, afirmou nesta sexta-feira, 6 de fevereiro, que após negociações com sindicatos que representam coletores e motoristas, todas as equipes voltaram a trabalhar normalmente.

Segundo a empresa, a coleta de resíduos sólidos foi retomada e o lixo acumulado por causa da paralisação parcial ocorrida nos últimos dias será totalmente recolhido até este domingo (8). De acordo com o o comunicado, a Estre Ambiental colocou reforço de mão de obra para que os colaboradores concluam seus serviços sem sobrecarga.

Afirma ainda, que a negociação salarial com os sindicatos segue de forma responsável e transparente e a definição final será anunciada no momento oportuno.  Na quinta-feira (5), motoristas e coletores de lixo ameaçam entrar em estado de greve a partir de segunda-feira, 9 de fevereiro.

Segundo a direção do Sindicato dos Condutores de Veículos Rodoviários e dos Trabalhadores em Empresas de Transportes de Ribeirão Preto e Região, o estado de greve seria deflagrado caso a empresa não aceitasse as reivindicações das categorias. Os trabalhadores rejeitaram a proposta de acordo coletivo de trabalho proposto pela empresa.

No caso dos condutores, a oferta foi de reajuste de 5,5% nos salários, índice que, segundo a Estre Ambiental, está 40% acima da inflação medida pelo Índice Nacional de Preço aos Consumidores (INPC) – calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – acumulado no ano passado, de 3,89%.

Atualmente, os motoristas têm piso de R$ 2.380 e a categoria reivindica R$ 2.600, aumento de 9,24% e aporte de R$ 220, além de vale-refeição de R$ 1 mil reais. A correção do valor pago por horas extras também faz parte das reivindicações.

Os motoristas reivindicam pagamento de 100% de adicional a partir da segunda hora, igualando o benefício dos motoristas ao dos coletores, que já recebem esse percentual. A proposta da empresa é pagar para os motoristas, 70% nas horas que ultrapassarem esse limite.

Nesta semana, motoristas e coletores decidiram fazer uma espécie de greve branca, sem realizar a coleta de lixo em sua totalidade. Ou deixam ruas e avenidas inteiras sem o recolhimento, ou a cada dez quarteirões recolhidos dois (20%) ficam sem o serviço.

Na quinta-feira, a Estre Ambiental enviou nota ao Tribuna para dizer que se encontra, neste momento, “em processo regular de negociação sindical, conduzido de forma responsável, transparente e dentro dos parâmetros legais.”

“Apesar disso, a empresa tem registrado ausências coordenadas de empregados, que vêm impactando temporariamente algumas rotas de coleta no município. Não há greve regularmente deflagrada ou comunicada, nos termos da lei nº 7.783/89, razão pela qual tais condutas configuram paralisação irregular de serviço essencial”, afirma o texto.

Procurada, a prefeitura de Ribeirão Preto disse que “acompanha de perto a situação para evitar prejuízos à população e exige que a coleta de lixo seja mantida sem interrupções”, diz o texto enviado ao Tribuna. Sobre a coleta de lixo, a Secretaria de Infraestrutura e Zeladoria, informa que notificou a empresa.

“Desde o final de 2025, a administração municipal tem recebido reclamações relacionadas a atrasos na execução do serviço”, diz o comunicado. “A administração municipal ressalta que a notificação tem como objetivo garantir o cumprimento do planejamento operacional, evitar a recorrência desse tipo de ocorrência e assegurar a regularidade do serviço prestado à população.”

A Estre Ambiental assumiu o serviço em junho de 2024, após a administração municipal do então prefeito Duarte Nogueira (na época no PSDB, hoje no PSD) desclassificar o Consórcio SA Ambiental, que havia vencido a licitação – pregão eletrônico – de coleta do lixo e destinação dos resíduos sólidos.

A empresa é responsável pela coleta, gerenciamento e destinação de resíduos sólidos na cidade, além da coleta seletiva. Atualmente, o valor com correção da inflação feita em 2024 pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) é de R$ 88.981.191,59

O Consórcio SA Ambiental havia oferecido R$ 79.998.863,04 por um contrato com duração de doze meses, mas foi desclassificado em função de apresentar um plano de trabalho inexequível, segundo o governo municipal e a Estre Ambiental assumiu a coleta.

No certame havia oferecido o valor global de R$ 86.990.634,24 por um contrato de doze meses e que poderia ser prorrogado no final do período. A prorrogação foi assinada pela secretaria municipal de Infraestrutura, a quem o serviço está subordinado e valerá até 30 de junho deste ano.

A licitação foi dividida em limpeza urbana, com custo estimado de R$ 28.901.342,52, e coleta de lixo e gerenciamento e destinação de resíduos sólidos, com R$ 96.577.389,60. O valor estimado de todo o processo licitatório era de R$ 125.478.732,12, mas as empresas vencedoras apresentaram valores inferiores aos previstos em edital.

O lote da limpeza urbana foi vencido pela Suma Brasil – Serviços Urbanos e Meio Ambiente S.A., de Belo Horizonte (MG), por R$ 20.484.540,36. Envolve varrição de ruas, avenidas, alamedas e travessas, viadutos, trincheira e túnel em Ribeirão Preto. Todos os dias, em Ribeirão Preto, são gerados cerca de 650 toneladas de resíduos sólidos urbanos.

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