Sessão no TJD-SP será realizada nesta terça-feira
Denunciado pelo Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo (TJD-SP), o Comercial será julgado mais uma vez nesta terça-feira (7), às 17h. Desta vez, a sessão envolve as ocorrências registradas na súmula da vitória por 1 a 0 sobre a Inter de Bebedouro, em 25 de março, no Estádio Palma Travassos.
O Leão do Norte foi denunciado no artigo 191-III do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que aborda o não cumprimento ou o ato de dificultar o cumprimento do regulamento, com pena de multa.
Após o apito final, o árbitro Guilherme Drbochlaw relatou nas anotações que um dirigente comercialino teria ofendido a equipe de arbitragem no intervalo. Além disso, um dos gandulas do clube, já depois da partida, teria causado um tumulto ao provocar o banco de reservas da Inter.
“Informo que no intervalo da partida veio até a porta do vestiário da arbitragem o Sr. Paulo Alberto Marsola Júnior, credenciado como Gerente de Segurança da equipe mandante, onde o mesmo chutou a porta do vestiário da arbitragem e proferiu as seguintes palavras em direção à equipe de arbitragem: ‘Seus safados, filhos da p…, vocês estão roubando a gente, bando de vagabundos’”, escreveu Drbochlaw, que também relatou o ato do gandula.
“Informo que após o término da partida expulsei o gandula o Sr Fábio Petronilho dos Santos por ir em direção ao banco de reservas da equipe visitante (…) fazendo gestos provocativos, causando um princípio de tumulto. Informo também que o mesmo foi contido pela equipe de arbitragem.”
Petronilho pode pegar de uma a seis partidas de suspensão, além de 180 dias de afastamento, enquanto Marsola responderá por ofender alguém em sua honra e ameaçar alguém, por palavra, escrito, gestos ou por qualquer outro meio, a causar-lhe mal injusto ou grave. O diretor pode ser suspenso por 120 dias e multado em R$ 100 a R$ 100 mil, de acordo com o regulamento.
Não é a primeira vez
O Comercial já havia sido multado em R$ 10 mil, no último mês, pelo TJD, por conta do caso de assédio contra a médica Bianca Francelino, que prestava serviços ao Nacional, em 7 de março. Ela acusou torcedores no alambrado de cometerem o delito. Além da multa ao clube, os homens foram identificados e proibidos pela Federação Paulista de Futebol (FPF) de frequentarem jogos do Campeonato Paulista, da Copa do Brasil e do Campeonato Brasileiro em estádios.

