Tribuna Ribeirão
Geral

Comissão vai ouvir camelôs no dia 27

A Comissão Especial de Estudos dos Vendedores Am­bulantes (CEE dos Camelôs ou do Comércio Informal), uma das mais aguardadas entre as mais de 20 instaladas neste ano na Câmara de Ribeirão Preto, finalmente vai começar. A pri­meira audiência será na próxi­ma sexta-feira, 27 de outubro, a partir das 17 Horas, no plenário do Palácio Antônio Machado Sant’Anna, sede do Legislativo.

Adauto Marmita (PR), pre­sidente da CEE, explica que para a primeira audiência fo­ram convidados apenas os ven­dedores ambulantes. Poderão participar tanto os legalizados, cadastrados no Departamento de Fiscalização Geral da Se­cretaria Municipal da Fazenda, quanto os clandestinos, aqueles que desrespeitam a atual le­gislação e volta e meia entram em confronto com os fiscais da prefeitura de Ribeirão Preto.

De acordo com Marmita, a audiência servirá para que os ca­melôs apresentem suas deman­das em relação à atual legislação e as possíveis alterações que podem ser feitas. Atualmente, as leis mu­nicipais proíbem expressamente a presença de vendedores “infor­mais” num raio de 300 metros da praça XV de Novembro e de 200 metros do Centro Popular de Compras (CPC). Ou seja, a proi­bição atinge toda a área do calça­dão e o entorno do Mercado Mu­nicipal, o Mercadão, exatamente as duas regiões que mais atraem ambulantes.

Depois de ouvir os camelôs, a CEE pretende agendar audiên­cias para conhecer o posiciona­mento da Fiscalização Geral da prefeitura e das entidades repre­sentativas do comércio, que já se manifestaram a favor da manu­tenção das regras atuais. A comis­são promete ser das mais polêmi­cas, uma vez que a sua própria aprovação foi cercada de muita discussão. Na primeira tentativa, Marmita não conseguiu apoio suficiente – dois vereadores que haviam se comprometido a parti­cipar (Nelson das Placas, do PDT, e Maurício de Vila Abranches, do PTB) recuaram após pressão das entidades do comércio, lideradas pela Associação Comercial e In­dustrial (Acirp).

Na segunda tentativa, Mar­mita conseguiu aprovar a CEE, que é composta por ele e mais Isaac Antunes (PR), Lincoln Fer­nandes (PDT) e Orlando Pesoti (PDT). O site da Câmara Muni­cipal informa que Otoniel Lima (PRB) também faz parte da CEE, mas ele nega. O presidente in­forma ainda que também serão ouvidos o diretor da Fiscalização Geral, Antônio Carlos Muniz, da Acirp, do Sindicato do Comércio Varejista (Sincovarp) e Associa­ção de Moradores e Comer­ciantes do Centro (Amec), entre outras. Ainda não há datas defi­nidas para esses depoimentos.

De aproximadamente 40 am­bulantes que insistiam em des­respeitar a lei e driblar os fiscais, hoje são mais de 100 – aumento de 150%. Os servidores passaram a ter escolta da Guarda Civil Mu­nicipal (GCM) e da Polícia Mi­litar. A “ocupação” do calçadão ganhou força depois que a Câma­ra instalou a CEE. A Fiscalização Geral diz que alguns ambulantes passaram a confrontar os fiscais, como se o comércio informal já estivesse liberado na área.

Marmita entende que alguns tipos de produtos, como os da área de alimentação, não vão prejudicar o comércio formal. Luciano José Alves da Silva, chefe de divisão na Fiscalização Geral, diz que após a criação da CEE ex­plodiu o número de camelôs atu­ando irregularmente na área do calçadão. Com um número re­duzido de fiscais, e proibido pela prefeitura de pagar horas extras, ele vem enfrentando dificuldades para coibir a ação dos vendedores ambulantes que insistem em tra­balhar em locais vetados pela lei.

Silva explica que os fiscais não trabalham mais sozinhos, mas apenas em dupla ou trios, por causa dos recentes episódios de violência, quando “infor­mais” que tiveram seus produ­tos apreendidos agrediram os servidores – um deles chegou a levar pontos na cabeça, atingida por uma carriola jogada por um ambulante clandestino.

A Acirp e integrantes da Comissão Permanente de Se­gurança Pública da Câmara elaboraram uma emenda ao Plano Plurianual 2018-2021 (lei nº 245/2017) que destina R$ 1,5 milhão por ano – R$ 6 milhões no período – para contratação de policiais militares por inter­médio do programa Atividade Delegada, do governo de São Paulo. Por meio do programa – uma espécie de “bico oficial” –, qualquer município pode contratar os serviços de policiais militares nos horários de fol­ga – e eles podem trabalhar, na função indicada pela prefeitura, uniformizados e armados.

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