Técnico cita formação de jovens e aspecto técnico como diferenciais na pré-temporada
Por Hugo Luque
Diferente dos três primeiros níveis do Campeonato Paulista, a Série A4 tem como uma de suas principais características a obrigação da utilização de jovens jogadores. Neste ano, a Federação Paulista de Futebol (FPF) aumentou de cinco para sete o número permitido de atletas acima de 23 anos. Ainda assim, Roberval Davino enxerga como primordial ensinar conceitos básicos às promessas do Comercial, como a competitividade.
Para o experiente comandante, essa valência pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso em uma divisão na qual o jogo é muito físico. Durante a pré-temporada, Davino conta com seus atletas mais “rodados” para passar esses ensinamentos aos que subiram recentemente da base.
“Primeiro é nível de competitividade. Você tem de estar sempre competindo. Meus treinamentos são muito nesse sentido, para ganhar foco e competitividade sempre. É o que vai decidir, porque a maioria dos atletas está naquela faixa etária de até 23 anos, então não são ainda atletas formados. Nisso, trabalho muito a competitividade para igualar. Melhorou um pouco porque você tem sete atletas acima para jogar, mas aqui, por exemplo, tem um de 28 anos (o volante Vinicius). Os outros, como [Wellington] Petuba e Alex [Silvério], são nessa faixa, um pouco a mais, então não deixam de estar perto dos 23, ainda que sejam mais experientes”, observou.
Com a eliminação do time sub-20 da Copa São Paulo de Futebol Júnior, o plantel comercialino para a Série A4 deve ser praticamente fechado nos próximos dias – a princípio, o clube permanece no mercado em busca de peças pontuais. Se para esses garotos alguns conceitos básicos do profissional ainda podem faltar, o treinador espera que sobre ousadia e qualidade técnica, fundamentais em um torneio decidido em mata-mata, quando cada detalhe importa.
“A competitividade é importante, mas também qualidade técnica. Não pode só montar um time competitivo, mas sem qualidade técnica, porque é decisivo. Temos jogadores de boa técnica, com o perfil físico um pouco melhor do que a média, que tem a faixa de 1,75m. São jogadores que ajudam também em bolas paradas, jogando em campos diferentes, que precisa de força física e altura. Estamos com um time bem equilibrado para a competição. É claro que, quando começa, a gente vê o que é necessário. Estou nesse caminho e acredito que vai dar certo”, completou.
O Comercial estreia no estadual fora de casa, contra o Ecus, em 31 de janeiro, às 15h. A estreia do Bafo como mandante será em 7 de fevereiro, contra o Penapolense.

