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Deflação de cesta da Abras acelera a 0,78%

A inflação medida pela Abrasmercado – cesta composta por 35 produtos de largo consumo, dentre eles alimentos, bebidas, carnes, produtos de limpeza, itens de higiene e beleza –, que mede a variação de preços nos supermercados, registrou deflação de 0,78% em julho, após queda de 0,43% em junho e nove altas consecutivas, de setembro de 2024 a maio deste ano.  
 
Até então, a última queda havia ocorrido em agosto do ano passado, com variação de -1,32%. O viés de baixa começou a dar sinais em maio, quando a inflação ficou em 0,51%, conta 0,82% de abril e após altas de 0,74% em março, 0,73% em fevereiro e 0,78% em janeiro.  
 
Fechou 2024 com aumento de 1,82% em dezembro. Já havia registrado alta de 3,02% em novembro, de 2,44% em outubro e 0,90% em setembro. Agora, passou de R$ 819,81 em junho para R$ 813,44 em julho na média nacional, desconto de R$ 6,37, mas acima de R$ 800 pela sétima vez seguida. 
 
O resultado reflete um quadro em que 29 dos 35 itens pesquisados apresentaram queda ou oscilações de baixa intensidade, entre queda de 0,50% e altaa 0,50%, enquanto apenas seis registraram altas acima desse limite, segundo a Abras. 
 
O valor absoluto de maio (R$ 823,37) é o mais elevado da série histórica, que começou em agosto de 2001, superando o do mês anterior. Fechou o ano passado com inflação acumulada de 9,96%. Apesar da redução em junho, os preços nos supermercados acumulam alta de 2,38% em sete meses era de R$ 794,56 em dezembro, R$ 18,88 a mais. 
 
Também sobem 9,54% no intervalo de doze meses custava R$ 742,60 em julho de 2024 , ante 10,46% até maio. São R$ 70,84 a mais. A pesquisa foi divulgada nesta quinta-feira, 21 de agosto, pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras). A maior variação mensal em 25 anos pertence a novembro de 2022, de 7,24%.  
 
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrou julho em alta de 0,26%. Acumulava aumento de 3,26% no ano e de 5,23% em doze meses. O grupo Alimentação e Bebidas registrou queda de 0,27% no período.  
Na Região Sudeste, houve queda de 0,97%, com a cesta passando de R$ 836,85 em junho para R$ 828,77, abatimento de R$ 8,08. 
 
Variações – Entre as proteínas animais, as principais quedas vieram dos ovos (-2,43%) e do pernil (-1,17%). Já a carne bovina e o frango congelado oscilaram dentro de margens estreitas: dianteiro (-0,06%), traseiro (+0,18%) e frango (0,04%).  
 
Nos produtos básicos da alimentação, também predominou a queda puxada por arroz (-2,89%), feijão (-2,29%), café torrado e moído (-1,01%), macarrão tipo espaguete de sêmola (-0,59%) e extrato de tomate (-0,55%).  
 
No acumulado do ano, a tendência de retração permanece para arroz (-16,95%), óleo de soja (-7,02%) e feijão (-3,23%). Em julho, outros itens essenciais registraram oscilações de baixa intensidade, como farinha de trigo (-0,37%), farinha de mandioca (0,01%), leite longa vida (+0,11%) e óleo de soja (0,46%).  
 
No grupo hortifrúti, todas os itens da cesta apresentaram retração, sendo as mais acentuadas na batata (-20,27%) e na cebola (-13,26%), além do tomate (-0,74%). Esses produtos tiveram peso determinante na redução do valor médio da cesta no mês. 
 
Nos itens de uso pessoal, as variações foram: papel higiênico (0,62%), xampu (0,76%) e creme dental (0,77%). Apenas o sabonete permaneceu praticamente estável (-0,01%). Na limpeza doméstica, o comportamento heterogêneo.  
 
A maior alta veio da água sanitária (1,21%) e do detergente líquido para louças (0,50%). Já o sabão em pó (-1,38%) e o desinfetante (-0,11%) registraram quedas. 
 
Básicos – Na cesta de alimentos básicos (que monitora doze produtos), os preços recuaram 0,44% em julho, após baixa de 0,48% em junho e nove meses seguidos de alta – 0,73% em maio, 0,32% em abril, 0,99% em março, 0,70% em fevereiro, 0,10% em janeiro, 2,03% em dezembro, 2,97% em novembro, 3,31% em outubro e 1,32% em setembro.  
 
Encerrou julho em R$ 351,88, contra R$ 353,42 de junho, R$ 1,54 a menos.que os R$ 355,13 de maio são o valor mais elevado em doze meses. No ano, sobe 1,93%, acréscimo de R$ 6,65 em relação aos R$ 345,23 de dezembro. Em doze meses, são R$ 36,113 a mais que os R$ 315,77 de julho de 2024, alta de 11,44% 
 
No mês, seis itens registraram retração: arroz (-2,89%), feijão (-2,29%), café torrado e moído (-1,01%), queijo muçarela (-0,91%), macarrão sêmola de espaguete (-0,59%), farinha de trigo (-0,37%). Outros quatro produtos apresentaram variações residuais: carne bovina – cortes do dianteiro (-0,06%), farinha de mandioca (0,01%), margarina cremosa (0,06%) e leite longa vida (0,11%).  
 
Os únicos aumentos foram observados no açúcar refinado (0,63%) e no óleo de soja (0,46%). No Sudeste, a queda foi de 0,54%, com o valor da cesta caindo de R$ 366,98 para R$ 365,00, desconto de R$ 1,98. As principais quedas ocorreram no arroz (-2,21%), café torrado e moído (-1,37%), feijão (-1,33%) e farinha de trigo (-1,27%).

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