A taxa de desemprego no país voltou a subir, passando de 5,1% no trimestre encerrado em dezembro para 5,4% nos três meses de novembro a janeiro. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado foi o mais elevado desde o trimestre terminado em outubro de 2025, quando também estava em 5,4%. Porém, a taxa de desocupação está no patamar mais baixo para trimestres encerrados em janeiro em toda a série histórica da pesquisa. Em igual período do ano anterior, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 6,5%.
Seis das dez atividades econômicas registraram demissões no trimestre encerrado em janeiro. Na passagem do trimestre terminado em outubro para o trimestre encerrado em janeiro, houve redução na ocupação na indústria (-305 mil), alojamento e alimentação (-58 mil), agricultura (-152 mil), construção (-161 mil), administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (-50 mil) e serviços domésticos (-39 mil).
Houve geração de postos de trabalho em informação, comunicação e atividades financeiras, profissionais e administrativas (365 mil), outros serviços (185 mil), comércio (238 mil) e transporte (64 mil). Em relação ao patamar de um ano antes, houve contratações em administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (1,125 milhão de trabalhadores a mais).
Também foram abertas vagas em comércio (94 mil), informação, comunicação e atividades financeiras (561 mil), transporte (205 mil), outros serviços (30 mil) e agricultura (138 mil). Houve demissões na construção (-83 mil pessoas), alojamento e alimentação (-107 mil), indústria (-94 mil) e serviços domésticos (-243 mil).
A massa de salários em circulação na economia renovou patamar recorde no trimestre encerrado em janeiro, totalizando R$ 370,338 bilhões. O rendimento médio real dos trabalhadores também subiu ao ápice da série, para R$ 3.652 no período.
O resultado da massa de renda significou um aumento de R$ 25,108 bilhões no período de um ano, alta de 7,3% no trimestre encerrado em janeiro de 2026 ante o trimestre terminado em janeiro de 2025. Na comparação com o trimestre terminado em outubro de 2025, a massa de renda real cresceu 2,9% no trimestre terminado em janeiro, R$ 10,527 bilhões a mais.
O rendimento médio dos trabalhadores ocupados teve uma alta real de 2,8% na comparação com o trimestre até outubro, R$ 100 a mais Em relação ao trimestre encerrado em janeiro de 2025, a renda média real de todos os trabalhadores ocupados subiu 5,4%, R$ 186 a mais.
A renda nominal, ou seja, antes que seja descontada a inflação no período, cresceu 3,5% no trimestre terminado em janeiro ante o trimestre encerrado em outubro. Já na comparação com o trimestre terminado em janeiro de 2025, houve elevação de 10,0% na renda média nominal.
O total de pessoas em busca de uma vaga no país somou 5,851 milhões no trimestre até janeiro, menor contingente da série histórica comparável, que elimina trimestres com repetição de respostas na amostra. Ao mesmo tempo, a população ocupada alcançou o maior patamar da série histórica comparável, 102,671 milhões no trimestre encerrado em janeiro.
A população inativa somou 66,334 milhões de indivíduos no trimestre até janeiro. O nível da ocupação ficou em 58,7% no trimestre até janeiro, maior patamar para este período do ano. O Brasil registrou 68,421 milhões de trabalhadores ocupados contribuindo para instituto de previdência no trimestre encerrado em janeiro.
O país registrou número recorde de trabalhadores atuando com carteira assinada no setor privado. O total ficou em 39,351 milhões, 169 mil vagas a mais em um trimestre. Em um ano, esse contingente cresceu em 800 mil pessoas.
O número de trabalhadores por conta própria subiu a um ápice de 26,188 milhões, 284 mil a mais em um trimestre. Em um ano, houve 927 mil vagas a mais. O número de empregados sem carteira assinada no setor privado totalizou 13,428 milhões, 177 mil a menos em um trimestre. Em um ano, houve eliminação de 180 mil vagas.
O país registrou uma taxa de informalidade de 37,5% no mercado de trabalho no trimestre até janeiro, a menor desde 2020, em meio à pandemia de covid-19. A menor taxa de informalidade da série histórica foi de 36,6%, registrada no trimestre até junho de 2020.
Em um trimestre, 284 mil pessoas deixaram de atuar como trabalhadores informais. O total de vagas no mercado de trabalho como um todo no período aumentou em 116 mil postos de trabalho. Ou seja, o emprego cresceu via formalidade, enquanto o contingente informal diminuiu.
Em um trimestre, na informalidade, houve redução de 177 mil empregos sem carteira assinada no setor privado, de 75 mil empregadores sem CNPJ e de 54 mil pessoas no trabalho por conta própria sem CNPJ.
Por outro lado, 15 mil pessoas a mais atuaram no trabalho familiar auxiliar e seis mil a mais como trabalhadores domésticos sem carteira assinada. A população ocupada atuando na informalidade caiu 0,7% em um trimestre. Em relação a um ano antes, o contingente de trabalhadores informais encolheu em 240 mil pessoas, queda de 0,6%.

