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Caso Locomotiva – Dnit vai avaliar projetos de Ribeirão

Na manhã desta segunda­-feira, 5 de fevereiro, o prefeito Duarte Nogueira Júnior (PSDB) e o secretário municipal de Tu­rismo, Edmilson Domingues, receberam, no Palácio Rio Bran­co, o coordenador geral do se­tor de Patrimônio Ferroviário do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luciano Sacramento. Ele esteve na cidade em busca de in­formações sobre os projetos que preveem a criação de uma linha de trem turístico e sobre a situa­ção da maria-fumaça que quase foi transferida para Salto (SP).

Participaram da reunião o presidente do Convention e Vi­sitors Bureau, Mauro Baptista, e o vice Márcio Santiago, e o pre­sidente do Instituto História do Trem, Denis William Esteves. As duas entidades, apesar das divergências e da troca de farpas, defendem a criação de uma li­nha turística em Ribeirão Preto. Sacramento disse que o Dnit vai avaliar os projetos. Um dos assun­tos do encontro foi a remoção da maria-fumaça que está na Estação Ferroviária Mogiana – quase foi transferida em dezembro.

O Dnit cedeu a locomotiva ao Consórcio Intermunicipal do Trem Metropolitano (Citrem) para implantação de projeto se­melhante de trem turístico en­tre as cidades de Salto e Itu, mas uma liminar da 7ª Vara Federal de Ribeirão Preto, movida pelo Instituto História do Trem e pelo procurador da República André Luiz Morais de Menezes, impe­diu a transferência, em dezembro do ano passado – guindastes já haviam retirado a máquina dos trilhos quando o oficial de justiça chegou com a notificação. No en­tanto, a permanência da máquina na cidade depende da criação da linha de turismo.

Na semana passada, o juiz da 7ª Vara Federal proferiu um des­pacho dando prazo de cinco dias úteis, a partir da intimação, para que o Ministério Público Federal (MPF) e o Instituto História do Trem “esclareçam se já lograram os meios técnicos para que os bens ferroviários de valor histórico se­jam removidos do pátio da Ferro­via Centro Atlantica S/A”.

O deputado Baleia Rossi (MDB) também encaminhou ofício ao ministro dos Transpor­tes, Maurício Quintella Lessa, so­licitando que o Dnit desista da re­moção da locomotiva para que a maria-fumaça seja usada no pro­jeto ribeirão-pretano. Ele também requer a manutenção da “Amália”, que está na praça Francisco Sch­midt, na Vila Tibério, que pode ser usada no projeto.

O Convention Bureau ela­borou o projeto Trem Turístico e o Instituto História do Trem apresentou o Trilhos da Mogiana. Basicamente, as duas propostas preveem a criação de uma linha turística de aproximadamente oito quilômetros de extensão e a restauração das duas marias­-fumaça, além da transformação da Estação Barracão, no Ipiranga, em Museu do Trem.

Santiago diz que o governo federal, via Sistema de Convênios (Siconv), havia reservado verba de R$ 5 milhões a fundo perdido – com contrapartida da prefeitura – para o projeto do Bureau. Já o prefeito Duarte Nogueira anun­ciou que vai priorizar a proposta do Instituto História do Trem porque todo o recurso virá da ini­ciativa privada, sem necessidade de aporte de dinheiro público.

O Convention também já protocolou no DNIT, no ano passado, o pedido de concessão das maria-fumaças. O deputado Baleia Rossi diz que já conversou com o ministro do Turismo, Marx Beltrão, sobre os projetos, e San­tiago também foi recebido no MTur na semana passada. A Câ­mara pediu ao Conselho de Pre­servação do Patrimônio Cultu­ral de Ribeirão Preto (Conppac) o tombamento da maria-fuma­ça “Mogiana”. Já a Associação dos Moradores da Vila Tibério e Adjacências (Amovita) protoco­lou no órgão o pedido de tom­bamento da “Amália” para que a máquina seja mantida na praça Francisco Schmidt.

Alega que a locomotiva e os quatro metros de trilho que a sus­tentam são os últimos resquícios da Estação Ribeirão Preto no bair­ro, que funcionou a partir de 1885 e foi demolida em 1968. Naquele trecho existiu no passado a gare (plataforma) de embarque e de­sembarque por onde milhares de imigrantes passaram para traba­lhar nas lavouras de café.

Em 21 de dezembro, os vere­adores Isaac Antunes (PR) e Fa­biano Guimarães (PR) entraram com requerimento solicitando ao Conppac o tombamento da lo­comotiva “Mogiana”. A máquina está em Ribeirão Preto há mais de 40 anos. Foi adquirida pela Com­panhia Mogiana de Estradas de Ferro (CMEF) em 1893. Agora, segundo a legislação, não poderá deixar a cidade até que o processo seja concluído pelos conselheiros. Mas Santiago alerta que o risco de remoção existe por causa da limi­nar da Justiça Federal.

Já o Dnit diz que recebeu o equipamento em doação da ex­tinta Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA) e pode decidir sobre seu destino. O vereador Jorge Parada (PT) também propôs uma Co­missão Especial de Estudos (CEE) para acompanhar o caso e avaliar a situação da maria-fumaça como patrimônio histórico e cultural de Ribeirão Preto Por meio de nota, o Dnit informa que rece­beu “os questionamentos de as­sociações localizadas em Ribei­rão Preto quanto à esta retirada e buscará uma solução conjunta adequada aos interesses da so­ciedade, sob o ponto de vista do patrimônio público federal sob sua responsabilidade.”

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