Tribuna Ribeirão
Economia

Efeito Trump faz petróleo disparar

Tânia Rêgo/Ag.Br.
Os preços do petróleo dispararam para cerca de US$ 108 o barril nesta quinta-feira, após o pronunciamento do presidente dos EUA, Donald Trump

Contratos futuros do petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI) dos EUA subiram cerca de US$ 10, chegando a US$ 111 por barril

Os preços do petróleo dispararam para cerca de US$ 108 o barril na manhã desta quinta-feira, 2 de abril, após o pronunciamento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ocorrido na noite de quarta-feira (1º). Os preços do barril tipo Brent (referência internacional de preço) subiram quase US$ 8.

Os contratos futuros do petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI) dos EUA subiram cerca de US$ 10, chegando a US$ 111 por barril e caminhando para sua maior alta absoluta desde 2020. O petróleo WTI é extraído nos Estados Unidos e usado como principal referência de preços da commoditie no mercado daquele país.

Em seu discurso, Trump exaltou supostas vitórias no campo de batalha e prometeu ampliar os ataques ao logos das próximas semanas. “Vamos atacar com extrema força nas próximas duas a três semanas. Vamos levá-los de volta à idade da pedra, onde pertencem. Enquanto isso, as negociações continuam”, afirmou.

Em diversos momentos, sem apresentar evidências claras, Trump exagerou na retórica e afirmou ter “destruído e esmagado” forças militares iranianas, como a Marinha e a Força Aérea do país persa. Seu discurso seguiu a linha já adotada por ele nas últimas semanas, onde afirmava via redes sociais ou em comunicados de sua porta-voz, sem qualquer comprovação, que o Irã já estava praticamente derrotado. Enquanto isso, o conflito continua.

A guerra no Irã foi desencadeada em 28 de fevereiro, com ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã. A região concentra países produtores de petróleo e rotas estratégicas, como o Estreito de Ormuz – por onde passam 20% da produção mundial –, o que levou distorções à cadeia de petróleo e escalada de preços no mercado global.

Na quarta-feira, o preço do barril tipo Brent era negociado pouco acima de US$ 101 (cerca de R$ 520). Antes da guerra, o óleo era cotado perto de US$ 70. Mais de 80% dos estados brasileiros indicaram adesão à proposta de subsídio ao diesel importado apresentada pelo Ministério da Fazenda, informou a pasta em nota conjunta divulgada com o Comitê dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz).

A medida busca conter a alta dos combustíveis provocada pela guerra no Oriente Médio. A proporção de 90% das 27 unidades da Federação significa que 22 ou 23 aceitaram a proposta do governo. Oficialmente, a Fazenda não divulga os estados que não aderiram. As negociações continuam.

De caráter temporário e excepcional, a proposta prevê um subsídio total de R$ 1,20 por litro de diesel importado por dois meses, entre abril e maio. O custo será dividido igualmente entre o governo federal e os estados, com R$ 0,60 arcados pela União e os outros R$ 0,60 pelas unidades da federação. O custo total será de R$ 3 bilhões por mês, R$ 1,5 bilhão mensais para cada ente.

O secretário executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, diz que o impacto fiscal de R$ 3,5 bilhões a R$ 4 bilhões, com a nova proposta para o diesel, não levará à necessidade de medida adicional de compensação. Isso porque, segundo ele, o Orçamento federal vai absorver metade desse valor, com os Estados assumindo a outra metade.

A guerra no Oriente Médio completou um mês nesta semana. Segundo a Central de Monitoramento da Associação Núcleo Postos de Ribeirão Preto e Região, que reúne 85 revendedores, o litro de diesel teve um aumento médio acumulado de 24% e o litro de gasolina uma alta média de 14%, nos preços praticados das distribuidoras para os postos.

Em 14 de março, a Petrobras reajustou em 11,6% o preço do combustível fóssil. Passou a custar R$ 3,65 por litro nas unidades da estatal, aumento de R$ 0,38 por litro após 312 dias de preço congelado. O aumento para a sociedade seria de R$ 0,06 por litro.

Em Ribeirão Preto, o reajuste foi bem superior ao anunciado pela petrolífera estatal e o litro do diesel, que estava sendo vendido por R$ 6,59 nos postos bandeirados, saltou para R$ 7,69, acréscimo de R$ 1,10, bem acima do reajuste de R$ 0,06 projetado pela Petrobras, alta de 16,69%.

Nos sem-bandeira, saltou de R$ 6,99 para R$ 7,79, aporte de R$ 0,80 e aumento de 11,44%. O litro da gasolina custa, respectivamente, R$ 6,99 e R$ 6,89, em média. Antes, eram vendidos, respectivamente, por R$ 6,79 e R$ 6,49, aportes de R$ 0,20 e R$ 0,40, altas de 2,95% e 6,16%.

O etanol ainda é vendido a R$ 4,49 nos sem-bandeira, mas passou de R$ 4,69 para R$ 4,79 nos bandeirados, acréscimo de R$ 0,10 e avanço de 2,13 
No dia 12, o governo anunciou um pacote de medidas para reduzir o preço do diesel ao consumidor em R$ 0,64 e evitar pressões inflacionárias 

Pesquisa – Segundo pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realizada entre 22 e 28 de março, o litro do etanol é negociado por R$ 4,62 (mínimo de R$ 4,25 e máximo de R$ 4,99). Já a gasolina vendida em Ribeirão Preto custa, em média, R$ 6,82 (mínimo de R$ 6,35 e máximo de R$ 7,19). O do diesel sai por R$ 7,77 (piso de R$ 7,49 e teto de R$ 7,99). A paridade entre etanol e gasolina estava em 67,74%.  Voltou a ser vantajoso abastecer com álcool porque esta relação supera 70%.

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