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Ex-jogador da NFL causa revolta ao exibir caça de antílope

A repercussão do caso ressalta a urgência de discutir a regulação global da caça esportiva (Rede social/Instagram)

A publicação de uma imagem do ex-jogador da NFL Jay Cutler ao lado de um antílope morto, resultado de uma caçada na África do Sul, provocou indignação entre defensores da causa animal e internautas do mundo todo. A foto, postada no último fim de semana, mostra o ex-atleta sorrindo ao lado do corpo de um antílope-cavalo, animal nativo do continente africano e cada vez mais ameaçado por práticas de turismo de caça.

Com a legenda “Comecei a caçada na África com um belo exemplar”, Cutler exaltou a morte do animal como troféu, atitude que reacendeu debates sobre a normalização da violência contra a fauna silvestre e o incentivo ao chamado caçador esportivo de elite, frequentemente vinculado a viagens pagas por altos valores para matar animais exóticos em reservas privadas.

A reação foi imediata. “Que hobby cruel, Jay. Que vergonha matar um animal tão lindo. Parte meu coração”, comentou uma seguidora. Outro internauta lamentou: “Por que você simplesmente não pode apreciá-los na natureza? Por que precisa matá-los?”. A hashtag #ParemAcaça voltou a circular nas redes sociais, puxando uma nova onda de conscientização sobre os impactos éticos e ecológicos do turismo de caça.

Jay Cutler, de 42 anos, aposentado desde 2017, tem se dedicado cada vez mais à caça esportiva, prática duramente criticada por organizações internacionais de proteção animal. Mesmo com a pressão pública, ele seguiu publicando conteúdos da viagem, incluindo vídeos do momento do disparo e outras imagens com carcaças de animais.

Especialistas apontam que, embora legalizada em alguns países africanos sob o argumento de “controle populacional” e “fomento ao turismo rural”, a caça de troféus promove sofrimento animal, desequilíbrio ecológico e perpetua visões coloniais de dominação sobre a natureza.

Além disso, a conduta do ex-jogador reaviva seu histórico de polêmicas. Em 2024, ele foi preso por dirigir sob influência de substâncias e portar arma de fogo sob efeito de drogas, fatos que colocam em xeque sua postura como figura pública.

Para ativistas da causa animal, a imagem de Cutler vai além do mau gosto: “É a glamourização do assassinato gratuito de seres sencientes. Um desrespeito à vida e à biodiversidade africana”, declarou uma porta-voz da ONG Vida Livre.

A repercussão do caso ressalta a urgência de discutir a regulação global da caça esportiva e a educação para uma convivência ética com os animais silvestres, vivos e livres em seus habitats naturais.

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