Por: Adalberto Luque
O médico ortopedista Luiz Antônio Garnica, foi transferido nesta semana do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Serra Azul para a penitenciária de Potim, no Vale do Paraíba. Garnica é acusado pela morte da professora de pilates Larissa Talle Leôncio Rodrigues em 22 de março do ano passado, em Ribeirão Preto.
Ele e sua mãe, Elizabete Eugênio Arrabaça, se tornaram réus e aguardam julgamento. Foram presos em 6 de maio de 2025. Desde então, Garnica seguiu da Cadeia Pública de Santa Rosa de Viterbo, onde os presos aguardam vagas em CDP e, logo em seguida foi para o complexo de Serra Azul, na região metropolitana. Desde então, ficou por lá.
Com a transferência, Garnica foi para um complexo penitenciário distante 450 km de Ribeirão Preto, mas está mais perto da mãe, a menos de 50 km de distância. Elizabete está presa em Tremembé, onde está desde 20 de agosto do ano passado, após passar por unidades prisionais de São Joaquim da Barra, Mogi Guaçu e Votorantim.

A reportagem questionou à Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), mas não recebeu retorno até a publicação da reportagem. O advogado Júlio Mossin, responsável pela defesa do médico, divulgou nota a respeito.
Segundo o advogado, a transferência possui motivação estritamente administrativa, uma gestão interna da SAP realizado a questões logísticas e de organização do sistema. “É imperativo ressaltar que a referida transferência não possui qualquer relação com os fatos que ensejaram a sua custódia e não decorre de qualquer falta disciplinar ou comportamento inadequado no cárcere. Luiz mantém conduta ilibada e respeito irrestrito às normas regimentais da instituição”, informou Mossin.
A defesa acrescentou que a mudança não altera a situação jurídica de Garnica, nem sinaliza qualquer agravamento de sua condição. “Continuaremos acompanhando o processo para garantir que todos os seus direitos constitucionais, especialmente a integridade física e o acesso à assistência jurídica, sejam plenamente preservados no novo destino”, encerra a nota.
Relembre o caso
Garnica tornou-se réu pela morte da esposa Larissa Talle Leôncio Rodrigues, ocorrido em 22 de março de 2025. Ele e sua mãe aguardam julgamento e vão responder pela morte por envenenamento da professora de pilates. Garnica também responde por fraude processual, por tentar alterar o local do crime antes que fosse periciado.

Larissa foi encontrada morta no apartamento do casal, no Jardim Botânico, zona Sul de Ribeirão Preto. Exames revelaram a presença de “chumbinho”. Os dois serão levados a júri popular, que deve ocorrer ainda neste ano.
Elizabete também responde pela morte por envenenamento da filha, Nathália Garnica, de 42 anos, morta em 9 de fevereiro do ano passado, na cidade de Pontal, região metropolitana.
Em janeiro deste ano, foi denunciada por tentativa de homicídio por envenenamento contra a amiga Neusa Maria Costa de Andrade Ghioto, 78 anos, em Pontal.

