Ministro da Fazenda não confirmou que seu sucessor será o secretário-executivo Dario Durigan, mas disse torcer por seu número 2
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que sai da pasta ainda em janeiro, segundo a jornalista Míriam Leitão, que o entrevistou nesta quarta-feira (14). Segundo ela, Haddad declarou que quem for escolhido para lhe substituir deve assumir já o órgão para trabalhar o ano inteiro, tratando do Orçamento e do fiscal.
A entrevista foi ao ar às 23h30 de ontem na GloboNews. O ministro ainda vai conversar com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sobre a data em que deixará a pasta. Haddad não confirmou que seu sucessor será o secretário-executivo Dario Durigan, mas disse torcer por seu número 2.
Haddad disse que Durigan também tem muito trânsito na Esplanada, assim como ele. Ele também revelou na entrevista, de acordo com Blog da jornalista, que não acredita em problemas para o governo com o veto a parte das emendas parlamentares no Orçamento de 2026, que será publicado nesta quinta-feira (15). Sobre o déficit público, Haddad disse que reduziu o indicador em 70% desde que entrou no governo.
Na terça-feira (13), o advogado Wellington César Lima e Silva é o novo ministro da Justiça e Segurança Pública. Ele foi convidado para assumir o cargo em encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo nota do Palácio do Planalto.
A nomeação de Wellington Silva foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União. Ele irá substituir Ricardo Lewandowski. Eera advogado-geral da Petrobras. É a segunda vez que ocupa o cargo de ministro da Justiça, pois já chefiou a pasta durante a gestão de Dilma Rousseff.
Ele também foi secretário especial para Assuntos Jurídicos da Presidência da República na atual gestão. Em sua trajetória, já ocupou os cargos de procurador-geral da Justiça da Bahia e procurador-geral de Justiça adjunto para Assuntos Jurídicos.
No último dia 8, Ricardo Lewandowski entregou uma carta com pedido de demissão ao presidente Lula. Magistrado aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF), ele havia assumido a pasta em fevereiro de 2024 e deixou o cargo com quase dois anos de gestão, justificando que questões pessoais e familiares o levaram a tomar a decisão.

