Tribuna Ribeirão
Economia

IGP-M recua 0,49% na 
1ª prévia de fevereiro

Alfredo Risk
 Apesar de ser conhecido como a inflação do aluguel, o IGP-M acumulado negativo não é certeza de que a locação será reajustada para baixo

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), um dos indexadores usados para definir reajustes do aluguel no Brasil, recuou 0,49% na primeira prévia de fevereiro, após subir 0,28% em igual leitura de janeiro. Os números foram divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta terça-feira (10).

Houve queda de 0,88% no Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M), mais do que compensando a alta de 0,30% da primeira prévia de janeiro. Teve, em contrapartida, aceleração do Índice de Preços ao Consumidor (0,21% para 0,39%) e no Índice Nacional de Custo da Construção (0,27% para 0,51%).

O IGP-M registrou alta de 0,41% em janeiro, após leve queda de 0,01% em dezembro). Com esse resultado, acumulou baixa de 0,91% nos últimos doze meses. Todos os componentes ganharam força, segundo a Fundação Getúlio Vargas.

O IPA-M, que mede a inflação sentida pelos produtores e responde por 60% do do IGP-M, subiu 0,34% puxado principalmente pelas altas do minério de ferro (4,47%), carne bovina (1,37%) e tomate (29,5%), revertendo a queda de 0,12% registrada em dezembro.

O IPC-M, que responde por 30% do indicador, acelerou a 0,51%, ante alta de 0,24%. As maiores pressões de alta no bolso das famílias vieram do curso de ensino fundamental (3,83%), curso de ensino superior (3,13%) e gasolina (1,02%).

Já o INCC-M registrou alta de 0,63%, após 0,21% em dezembro, indica a Fundação Getúlio Vargas. O item materiais, equipamentos e serviços subiu 0,34%; e a mão de obra, 1,03%. Cinco das oito classes de despesas do IPC-M registraram aceleração.

São elas Alimentação (-0,07% para 0,66%), Saúde e Cuidados Pessoais (-0,09% para 0,60%), Transportes (0,28% para 0,71%), Vestuário (-0,60% para -0,16%) e Despesas Diversas (0,06% para 0,17%). Em contrapartida, houve alívio nos grupos de Habitação (0,42% para 0,06%), Educação, Leitura e Recreação (1,53% para 1,38%) e Comunicação (0,05% para 0,00%).

O IGP-M encerrou 2025 com queda acumulada de 1,05%, menor taxa desde 2023, quando recuou 3,18%. Em 2024, o índice acumulou alta de 6,54%. pesar de ser conhecido como a inflação do aluguel, o IGP-M acumulado negativo não é certeza de que os aluguéis serão reajustados para baixo.

Isso acontece porque alguns contratos incluem a expressão “reajuste conforme variação positiva do IGP-M”, o que faz, na prática, que só haja reajuste se o índice for positivo.

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