Tribuna Ribeirão
Economia

IPP acelera a 0,34% 
no começo de 2026

Reuters 
O avanço de 2,73% nos preços do segmento de metalurgia deu a principal contribuição para o resultado do IPP, responsável por 0,18 ponto percentual



Preços de bens de capital sobem 0,53% no IPP de dezembro; doze das 24 atividades registraram alta

O Índice de Preços ao Produtor (IPP), que inclui preços da indústria extrativa e de transformação, registrou alta de 0,34% em janeiro, informou nesta quarta-feira, 4 de março, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de dezembro foi revista de elevação de 0,12% para expansão de 0,14%.

O IPP mede a evolução dos preços de produtos na “porta da fábrica”, sem impostos e fretes, da indústria extrativa e de 23 setores da indústria de transformação. Com o resultado, o índice de indústrias de transformação e extrativa acumula elevação de 0,34% no ano e recuo de 4,33% em doze meses.

Considerando apenas a indústria extrativa, houve avanço de 1,39% em janeiro, após o aumento de 3,14% em dezembro. Já a indústria de transformação registrou uma elevação de 0,29% em janeiro, ante uma alta de 0,01% em dezembro.

A alta de 0,34% no IPP de janeiro foi o segundo avanço consecutivo no indicador, após uma sequência de dez meses seguidos de deflação, informa o IBGE. Houve reduções em fevereiro (-0,12%), março (-0,60%), abril (-0,12%), maio (-1,21%), junho (-1,27%), julho (-0,31%), agosto (-0,21%), setembro (-0,24%), outubro (-0,47%) e novembro (-0,35%).

Em dezembro, o IPP voltou ao território positivo, com alta de 0,14%, sucedida pela taxa de 0,34% em janeiro. Como consequência, o IPP acumulou redução de 4,33% em doze meses. O indicador geral de indústrias de transformação e extrativa acumulou queda de 4,51% no ano de 2025.

Os bens de capital ficaram 0,70% mais baratos na porta de fábrica em janeiro. O resultado ocorre após os preços terem subido 0,47% em dezembro. Os bens intermediários registraram alta de 0,54% em janeiro, ante uma elevação de 0,35% em dezembro.

Já os preços dos bens de consumo subiram 0,26% em janeiro, depois de uma queda de 0,22% em dezembro. Dentro dos bens de consumo, os bens duráveis tiveram elevação de 0,22% em janeiro, ante estabilidade (0,0%) em dezembro. Os bens de consumo semiduráveis e não duráveis avançaram 0,27% em janeiro, após o recuo de 0,26% em dezembro.

Atividades – A alta de 0,34% nos preços dos produtos industriais na porta de fábrica em janeiro foi decorrente de elevações em 15 das 24 atividades pesquisadas. O avanço de 2,73% nos preços do segmento de metalurgia deu a principal contribuição para o resultado do IPP, responsável por 0,18 ponto percentual.

Houve impacto relevante também das altas em outros produtos químicos (1,70% e impacto de 0,13 ponto) e extrativas (1,39% e impacto de 0,06 pp.p.). Nos outros químicos, a alta foi puxada por aumentos nos fertilizantes. O IBGE ressalta ainda que o IPP de janeiro teve a ajuda do câmbio.

Em doze meses, o dólar acumulou uma queda de 11,3% ante o real, impulsionando o recuo do IPP no período. Em janeiro, o dólar apresentou uma queda, de 2,1%. Entre os alívios, os preços de refino de petróleo e biocombustível caíram 0,66%, ajudando a deter o IPP em -0,07 ponto percentual.

Os alimentos tiveram queda de 0,17% em janeiro, o nono mês seguido no campo negativo. O setor acumula uma retração de 9,84% nos últimos doze meses, principal influência negativa no resultado geral do indicador acumulado no período.

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