Uma semana após decretar que não estaria na Copa do Mundo de 2026 por causa dos ataques dos Estados Unidos, a seleção iraniana mudou de opinião e ainda tentará disputar o torneio. Os asiáticos abriram negociação com a Fifa para mandarem suas partidas no México, que divide com Canadá e os norte-americanos a organização da competição.
A mudança de opinião em disputar a Copa do Mundo veio pelas redes sociais. A embaixada do Irã no México anunciou nesta terça-feira pelo X, antigo Twitter, que ainda sonha em estar na principal competição de futebol do planeta.
O tweet assinado por Mehdi Taj, presidente da Federação Iraniana de Futebol, insiste que a seleção nacional do país “certamente não viajará para os Estados Unidos” porque os norte-americanos não podem garantir sua segurança. Mas mostram uma saída encontrada por eles.
“Quando Trump (presidente dos Estados Unidos) declarou explicitamente que não pode garantir a segurança da equipe nacional iraniana, certamente não viajaremos para os Estados Unidos”, escreveu Mehdi Taj, com o importante complemento. “Estamos negociando com a Fifa para que os jogos da Copa do Mundo do Irã sejam realizados no México.”
Há uma semana, Ahmad Donyamali, ministro dos Esportes do Irã, havia anunciado que o país não participaria da Copa do Mundo, preservando pela segurança dos cidadãos iranianos. O anúncio veio após Trump dizer que “embora os jogadores iranianos sejam bem-vindos à competição, seria inapropriado que participassem para sua própria segurança e bem-estar.”
Os três jogos sorteados do Irã na Copa do Mundo caíram em estádios dos Estados Unidos, com o qual vive um intenso conflito com mais de duas semanas de ataques. Pelo Grupo G, encararia Nova Zelândia (dia 15 de junho) e Bélgica (21, ambos em Inglewood, na Califórnia) e o Egito (27, em Seattle).

