Tribuna Ribeirão
Polícia

Mais quatro presos na “Operação Criptopix”

Prisões ocorreram nas cidades de Jaboticabal, Monte alto, Osasco e Itapecerica da Serra, as duas últimas na Grande São Paulo

Um dos presos na terceira fase da Operação Criptopix tinha simulacro de arma de fogo, facão e colete balístico (Fotos: Divulgação/Polícia Civil)

Por: Adalberto Luque –

A Polícia Civil prendeu mais quatro envolvidos em sequestros de empresários para extorquir valores via PIX. A terceira fase da “Operação Criptopix” ocorreu nesta terça-feira (24).

As investigações estão sendo feitas pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da Delegacia Seccional de Sertãozinho. Nesta terceira fase da operação, as ações se concentraram em duas cidades da região: Jaboticabal e Monte Alto. Além disso, também foram cumpridos mandados em Osasco e Itapecerica da Serra.

Na residência de um dos investigados, os investigadores aprenderam um simulacro de arma de fogo e a capa de um colete balístico. Os quatro mandados de prisão foram cumpridos contra pessoas direta ou indiretamente envolvidas no crime de extorsão.

Empresários eram sequestrados por uma quadrilha e obrigados a realizar transferências via PIX em cativeiro. Segundo a investigação, o dinheiro era convertido em criptomoedas para dificultar o rastreamento.

Os mandados foram cumpridos com a ajuda de equipes da Polícia Militar e Guarda Civil Municipal. Uma mulher de 27 anos foi presa em Osasco e um homem de 27 anos foi preso em Itapecerica da Serra. Na região, um homem de 31 anos foi preso em Jaboticabal e uma mulher de 25 anos em Monte Alto.

Relembre o caso

Cinco pessoas foram presas em 10 de fevereiro durante a Operação Criptopix, acusadas de integrar uma organização criminosa especializada em extorsão mediante sequestro. A ação ocorreu em Belo Horizonte (MG) e nas cidades paulistas de Guarujá, Guariba, Monte Alto e Jaboticabal, estas três na região metropolitana de Ribeirão Preto. A investigação foi conduzida pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e pela Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE) de Sertãozinho, com apoio da Polícia Militar.

Segundo a Polícia Civil, o grupo utilizava violência para obrigar as vítimas a realizar transferências via Pix. Após receber os valores, os suspeitos empregavam uma estrutura financeira com uso de “laranjas” para dificultar o rastreamento do dinheiro, que posteriormente era convertido em criptomoedas.

Durante a operação, foram cumpridos cinco mandados de prisão temporária e 11 de busca e apreensão. Os investigados foram localizados em Belo Horizonte, Guarujá, Jaboticabal e Guariba, e uma pistola calibre 9 milímetros foi apreendida.

No dia 8 de março, a Delegacia Seccional de Sertãozinho realizou a segunda fase da Operação Criptopix. A ação ocorreu em Guariba, onde os líderes da organização criminosa viviam.

Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão e um homem de 27 anos foi preso em Guariba. Ele é apontado como responsável por movimentar e ocultar os valores obtidos nos crimes.

O suspeito também teria participado do sequestro de um empresário em 2024, em Jaboticabal, que conseguiu fugir após reagir. Na casa dele, foram apreendidos veículos, carteiras de criptomoedas e documentos relevantes.

 

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