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Motoristas do transporte coletivo fazem greve em Ribeirão Preto

Motivo seria pelo fato de parte do salário de janeiro não ter sido pago aos trabalhadores

FOTO: ALFREDO RISK/ ARQUIVO

Os motoristas do transporte coletivo de Ribeirão Preto realizaram uma greve nessa segunda-feira, 7 de fevereiro, das 12h até às 14h, pelo fato de parte do salário de janeiro não ter sido pago aos trabalhadores, de acordo com o Sindicato dos Empregados do Transporte Urbano de Ribeirão Preto (Seeturp).

Em entrevista ao jornal Tribuna, o presidente do Sindicato, João Henrique Bueno, comentou que na última sexta-feira, 4 de fevereiro, as empresas pegaram todo mundo de surpresa efetuando o pagamento de apenas 50% dos salários dos trabalhadores. 

“Hoje [segunda-feira, 7 de fevereiro] pela manhã, nós tivemos uma reunião na Rápido D’Oeste e outra por videoconferência com a Transcorp, onde discutimos a situação e mostramos nossa indignação. Eles nos disseram que não têm perspectiva para pagar o restante dos salários devidos de janeiro”, disse Bueno.

Diante da situação, Bueno explicou que se reuniu com os trabalhadores no terminal e ficou ficou decidida uma paralisação que ocorreu hoje, das 12h às 14h. Porém, ele ressaltou, ainda, que caso os salários não sejam pagos integralmente, a paralisação se estende para os dias seguintes.

“Amanhã [terça-feira, 8 de fevereiro] não tem ônibus na cidade, não sai nenhum ônibus da garagem. Espero que, com a manifestação de hoje, tenhamos alcançado a população da cidade como um todo. Essa é a única arma que o trabalhador tem para receber aquilo que já foi trabalhado”, completou o presidente do Seeturp.

O Tribuna entrou em contato com a Empresa de Trânsito e Transporte Urbano de Ribeirão Preto (Transerp) que, por meio de nota, informou que “conforme preconiza a Lei 7.783/89, art. 13, o ofício comunicando uma possível greve do transporte coletivo, com pelo menos 72 horas de antecedência, não foi enviado à Transerp até o presente momento.”

“Sobre as paralisações do serviço sem aviso prévio, a Transerp, na qualidade de entidade fiscalizadora do serviço de transporte coletivo urbano, aplica ao consórcio PróUrbano as penalidades previstas no Decreto nº 319/2012”, completou a empresa.

O consórcio PróUrbano também foi contatado pela reportagem e comunicou que, desde o início da pandemia, as empresas têm usado recursos externos para continuar a operação e que os empréstimos feitos pelas duas empresas do consórcio já ultrapassaram R$ 60 milhões.

Completou ainda dizendo que o transporte é um serviço público essencial realizado por empresas privadas e precisa de suporte para custear a operação com gratuidades e todos os custos envolvidos. “O Consórcio PróUrbano fez todos os esforços possíveis para honrar o pagamento do salário dos colaboradores, no entanto, conseguiu pagar apenas metade na sexta-feira passada. Diante dessa situação, está viabilizando mais um empréstimo para pagar os 50% restantes”, completou o consórcio.

Ainda de acordo com o PróUrbano, esse novo empréstimo deve sair até o dia 18 de fevereiro. “Até essa data, o restante do salário deve ser liquidado e será pago junto o adiantamento, que deveria ser pago no dia 20 de fevereiro”, disse. O consórcio ainda ressaltou que, caso a greve seja decretada, o departamento jurídico irá ao TRT de Campinas para obrigar o retorno parcial da operação.

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