Adalberto Luque
Um júri popular condenou Gabriel Francisco Barbosa, de 50 anos, a 18 anos de prisão – em regime inicialmente fechado – pelo feminicídio qualificado da namorada, a técnica de enfermagem Jaqueline de Fátima Antoniassi, de 38 anos, em 16 de outubro de 2022, na rua Comandante Marcondes Salgado, no Centro de Ribeirão Preto.
A sentença foi proferida na quinta-feira, 12 de fevereiro, pela juíza Marta Rodrigues Maffeis, da 1ª Vara do Júri e das Execuções Criminais de Ribeirão Preto. Jaqueline de Fátima , foi atacada dentro de casa após uma discussão entre o casal. Segundo as investigações, a briga teria sido motivada por ciúme, e a vítima foi atingida com uma facada no pescoço.
Após o ataque, Jaqueline de Fátima foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada à Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas (UE-HC), mas não resistiu aos ferimentos. Barbosa fugou e passou a ser considerado foragido.
Em 7 de maio de 2024, Gabriel Francisco Barbosa foi localizado e preso pela Polícia Civil em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, onde utilizava documento falso. O caso foi investigado e julgado como feminicídio qualificado – motivo torpe, meio cruel e que impossibilitou a defesa da vítima.
Uma testemunha, cunhada da vítima e irmã do acusado, relatou que estava na residência no momento do crime e acionou a polícia. Segundo ela, o casal entrou na residência e iniciou uma discussão, e, após ouvir um grito, encontrou Jaqueline de Fátima caída no chão da cozinha.
Jaqueline de Fátima trabalhava como técnica de enfermagem na Santa Casa de São Simão, uma das 34 cidades da Região Metropolitana de Ribeirão Preto, e deixou dois filhos de outro relacionamento, de 21 e 16 anos. A defesa do condenado informou que vai recorrer.

