Tribuna Ribeirão
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Novo ano chega com mudanças no esporte

Comandada por Carlo Ancelotti, Canarinho busca o hexacampeonato mundial (Rafael Ribeiro/CBF)

Futebol terá 2026 de novos formatos, incluindo a Copa do Mundo

Por Hugo Luque

Ano novo, vida nova. No esporte, 2026 chega com a promessa de mudanças, sobretudo no futebol. Principal competição da modalidade no planeta, a Copa do Mundo terá mais seleções do que nunca nos gramados da América do Norte.

Já no Brasil, o calendário também é outro, e os clubes terão pouco tempo de descanso, além de novas competições e a promessa de equilíbrio nas competições internacionais.
Existe ainda, agenda esportiva fora dos gramados. No mês de fevereiro, começam os Jogos Olímpicos de Inverno, na Itália. Apesar da neve, vai ter o calor brasileiro evento.

Rumo ao hexa

A expectativa pelo sexto título mundial do Brasil no futebol masculino já se tornou quase um personagem do folclore nacional. Em junho, a seleção terá mais uma oportunidade de conquistar o torneio, 24 anos depois do triunfo mais recente. Pela frente, contudo, terá mais adversários do que nunca.

Único país a disputar todas as edições da Copa do Mundo, o Brasil vai à América do Norte em busca da taça contra outros 47 adversários. Será a primeira edição do Mundial com mais de 32 times.

A Canarinho está no Grupo C, ao lado de Marrocos (semifinalista em 2022, no Catar), Haiti e Escócia. Os dois disputarão a Copa pela primeira vez neste século. A estreia verde e amarela será contra os marroquinos, em 13 de junho, no MetLife Stadium, em Nova Jersey.

Por conta do maior número de participantes, os dois primeiros colocados de cada chave garantem vaga no mata-mata. Os postos remanescentes serão ocupados pelos oito melhores terceiros colocados. Na eliminatória, haverá a segunda fase, um estágio a mais em relação às edições anteriores, que iam direto às oitavas de final.

Países-sede, Estados Unidos, Canadá e México foram os primeiros classificados por serem os anfitriões. Outros times de destaque que estão garantidos no campeonato são Alemanha (tetracampeã, está no Grupo E), Holanda (Grupo F), Bélgica (Grupo G), Espanha (campeã em 2010 e favorita em 2026, está no Grupo H), Uruguai (bicampeão, também no Grupo H), França (bicampeã, está no Grupo I), Argentina (conquistou o tricampeonato em 2022 e está no Grupo J), Portugal (Grupo K) e Inglaterra (campeã em 1966 e está no Grupo L).

Das 48 vagas na Copa, seis ainda não estão definidas via repescagem, em março. Fora da Europa, Bolívia, Suriname e Iraque decidem uma classificação, enquanto Nova Caledônia, Jamaica e República Democrática do Congo disputam a outra.

Os europeus na repescagem brigam por quatro vagas separadas. O primeiro confronto tem País de Gales, Bósnia e Herzegovina, Itália (tetracampeã, não participa do torneio desde 2014, no Brasil) e Irlanda do Norte. O segundo embate conta com Ucrânia, Suécia, Polônia e Albânia. Na terceira “semifinal”, estão Eslováquia, Kosovo, Turquia e Romênia. Por fim, a quarta vaga é o sonho de República Tcheca, Irlanda, Dinamarca e Macedônia do Norte.

A Copa do Mundo começa em 11 de junho e vai até 19 de julho. A partida inaugural entre México e África do Sul está marcada para o Estádio Azteca. A decisão será no MetLife Stadium. Os outros palcos da Copa do Mundo são os mexicanos Estádio BBVA (Monterrey) e Estádio Akron (Guadalajara), os canadenses BC Place (Vancouver) e BMO Field (Toronto), além dos estadunidenses SoFi Stadium (Inglewood, Califórnia), AT&T Stadium (Arlington, Texas), Gillette Stadium (Foxborough, Massachusetts), Arrowhead Stadium (Kansas City, Missouri), Mercedez-Benz Stadium (Atlanta, Geórgia), NRG Stadium (Houston, Texas), Hard Rock Stadium (Miami Gardens, Flórida), Lincoln Financial Field (Filadélfia, Pensilvânia), Levi’s Stadium (Santa Clara, Califórnia) e Lumen Field (Seattle, Washington).

Novo calendário

Não é só o formato do principal torneio de seleções do mundo que foi alterado. Em 2026, o futebol brasileiro também passará por uma verdadeira revolução.
Com o objetivo de reduzir a carga de jogos das equipes da elite e ampliar as oportunidades de competições nacionais para os times com pouco calendário, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, decidiu alterar o calendário nacional.

Na próxima temporada, os estaduais terão tamanho reduzido e vão coincidir com a elite do nacional. No caso do Campeonato Paulista, o número de datas diminuiu e, daqui para frente, o formato também será outro: a fase de grupos com 12 rodadas foi extinta e deu lugar a um estágio inicial de oito rodadas com turno único, em que nem todos os times se enfrentam, semelhante ao realizado na Liga dos Campeões da Europa – com direito a separação por potes e tabela de jogos sorteada.

O início do Paulista está programado já para 11 de janeiro, o que vai diminuir o tempo de descanso da maioria dos times em relação a outros anos. Simultaneamente, os clubes também terão de administrar o tempo em campo de seus jovens astros, pois a Copa São Paulo de Futebol Júnior vai de 2 a 25 de janeiro, com final no Pacaembu, em São Paulo.

Nem mesmo a final da Copinha vai aliviar o calendário. Isso porque o Campeonato Brasileiro tem a primeira rodada programada para daqui menos de um mês, em 28 de janeiro, com partidas alternadas entre estadual e nacional.

Os oito primeiros colocados do Paulista avançam para as quartas de final, enquanto os dois últimos caem para a Série A2. A final está planejada para 8 de março. Enquanto isso, o Brasileirão deve terminar somente em dezembro, com pausa para a Copa do Mundo entre junho e julho. A Série B tem início previsto apenas para março, também com pausa para o Mundial, e o encerramento será em novembro.

Mas as novidades não param por aí. A partir de 2026, novas competições regionais serão jogadas, como a Copa Sul-Sudeste, que colocará frente a frente 12 clubes das duas regiões que não disputam a Copa Libertadores ou a Sul-Americana. Os representantes paulistas serão São Bernardo e Novorizontino, por conta do desempenho no estadual.

Já na Copa do Brasil, aumentou o número de participantes. Eram 92, serão 126. Os 20 times da Série A entram apenas na quinta fase. Os jogos de ida e volta vão da entrada das equipes de elite até a semifinal, já que a decisão será em partida única, em estádio a ser definido.

Brasil dominante

Após mais uma temporada de domínio brasileiro na Libertadores, 2026 promete chamar a atenção futebol internacional da América do Sul com a força da Sul-Americana. É claro, a primeira competição vale mais, e terá mais uma vez os finalistas da última edição: o campeão Flamengo e o vice Palmeiras.
Além da dupla que comanda o futebol nacional atualmente, outros representantes nacionais são Cruzeiro, Fluminense, Corinthians (campeão da Copa do Brasil) e o surpreendente Mirassol, que fez a melhor campanha da história de um estreante na Série A e participará, aos 100 anos de vida, de sua primeira competição continental.

Botafogo e Bahia ainda não estão garantidos na fase de grupos e disputarão a temida pré-Libertadores. Dos estrangeiros vencedores, apenas alguns clubes vão marcar presença, casos dos uruguaios Peñarol e Nacional, da equatoriana LDU e dos argentinos Boca Juniors e Estudiantes. Entre os “hermanos”, inclusive, chegam como novidades os azarões Platense e Independente Rivadavia, a exemplo do Mirassol.

Quem não conseguiu sequer chegar ao estágio preliminar do torneio que já venceu três vezes foi o São Paulo. Após duas participações na Libertadores, o Tricolor está de volta à Sul-Americana, competição vencida pela equipe em 2012.

Os outros brasileiros que buscam o troféu são Grêmio, Red Bull Bragantino, Atlético-MG, Santos e Vasco. Porém, os “gringos” prometem fazer frente com River Plate-ARG, Racing-ARG, San Lorenzo-ARG, Universidad de Chile, Atlético Nacional-COL, Millonarios-COL, América de Cali-COL e Olimpia-PAR.

Na neve italiana

Brasil disputará Jogos de Inverno em fevereiro, na Itália
(Divulgação/COI)

Fora do futebol, o grande destaque do novo ano é a disputa dos Jogos Olímpicos de Inverno. A 25ª edição do principal evento esportivo na neve do mundo será realizada entre 6 e 22 de fevereiro, em Milão e Cortina d’Ampezzo, no nordeste da Itália.
Pode não parecer coisa de brasileiro, mas o país terá, a princípio, cinco representantes em busca de uma inédita medalha. Apesar da falta de conquistas, explicada pela baixa incidência de neve no país, o Brasil já produziu e ainda revela talentos em categorias como bobsled, skeleton, snowboard e patinação artística desde sua estreia nas Olimpíadas de Inverno, em 1992.

Entre os representantes da delegação verde e amarela com maiores chances de pódio está Nicolás Zanon, do snowboard. Aos 20 anos, ele conseguiu boas apresentações na Copa do Mundo e vive uma crescente nos últimos anos. Também são bem cotados o veterano Edson Bindilatti, do bobsled, e Nicole Silveira, do skeleton.

 

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