Tribuna Ribeirão
Geral

Obra de corredor levará quatro anos

Walter Telli afirmou a Comissão Especial de Estudos (CEE) da Câmara que a obra da Via Leste-Oeste tem previsão de ser concluída em 48 meses

Afirmação é do secretário de Obras Públicas, Walter Telli, em depoimento a Comissão Especial de Estudos da Câmara

O secretário de Obras Públicas de Ribeirão Preto, Walter Telli, afirmou a Comissão Especial de Estudos (CEE) da Câmara de Vereadores, responsável por fiscalizar a execução e a aplicação dos recursos de R$ 1,15 bilhão destinados à implantação do corredor de mobilidade Leste-Oeste, que a obra tem previsão de ser concluída em 48 meses, contados a partir  da assinatura do contrato com a empresa vencedora da licitação.

Ele depôs à CEE na segunda-feira, 30 de março. A comissão é formada pelos vereadores Daniel Gobbi (PP), Perla Müller (PT) e Rangel Scandiuzzi (PSD), que atuam como presidente, relatora e integrante, respectivamente. A Via Leste-Oeste interligará a cidade com a criação da avenida Tanquinho, na região Leste, e o prolongamento da Rio Pardo, na Oeste.

O objetivo é desafogar vias importantes, atualmente com trânsito saturado, que dificultam os deslocamentos. O secretário afirmou que o edital do projeto executivo deve ser publicado em até dois meses após a assinatura do contrato de financiamento com a Caixa Econômica Federal.

“Com a Caixa Econômica Federal, já conversamos sobre isso. É uma obra de 48 meses, do início ao fim”, destacou. Daniel Gobbi ressaltou a importância de um projeto executivo integrado, que permita a divisão da obra em etapas, com o objetivo de minimizar os transtornos à população.

“Sabemos que são obras necessárias, que vão transformar Ribeirão Preto. Ao mesmo tempo, precisamos garantir que comerciantes e moradores tenham seus direitos preservados, para que todos possam trabalhar e retornar para casa com segurança”, reforçou o parlamentar.

O próximo convidado a participar da CEE será o secretário de Planejamento, Desenvolvimento Urbano e Habitação, e de Meio Ambiente, Agricultura e Sustentabilidade, Cláudio Almeida. A data do depoimento ainda será definida, segundo a comissão.

O prefeito Ricardo Silva (PSD) já entregou a documentação ao Tesouro Nacional, em Brasília, para avaliação. Após essa etapa, o processo seguirá para o Ministério das Cidades, etapa final para liberação do investimento. Reunião teve a participação do deputado federal Baleia Rossi (MDB-SP).

Sobre as desapropriações, está em andamento um levantamento técnico mais refinado. Já existe uma base prévia elaborada conforme as diretrizes do Programa Avançar Cidades, do Ministério das Cidades, e a estimativa atual gira em torno de R$ 150 milhões, valor já contemplado no escopo do financiamento.

O modelo prevê que sejam financiadas as desapropriações que não impliquem deslocamento involuntário de pessoas, enquanto imóveis comerciais poderão ser integralmente indenizados, quando necessário.

Com 27,1 quilômetros de extensão, o novo corredor vai conectar as zonas Leste e Oeste por um eixo perimetral, reorganizando o fluxo viário da cidade e reduzindo a sobrecarga dos principais corredores urbanos. O projeto foi concebido para enfrentar a saturação das vias estruturais existentes, criando conexões, superando barreiras físicas e redistribuindo o tráfego com mais eficiência e segurança.

A proposta vai além da ampliação viária e representa uma transformação urbana completa. O corredor prevê a implantação e requalificação de avenidas estratégicas, como Eduardo Andrea Matarazzo (Via Norte), avenida Rio Pardo e do Tanquinho, além da criação de novas ligações viárias em regiões importantes da cidade.

Ao longo de todo o eixo, serão implantadas faixas exclusivas para ônibus, contribuindo para a redução do tempo de deslocamento e o aumento da eficiência do transporte coletivo. O projeto também contempla ciclovias contínuas e calçadas acessíveis, promovendo uma mobilidade mais inclusiva e segura para pedestres e ciclistas.

A infraestrutura será completa, com execução e modernização de sistemas de drenagem, iluminação pública, redes de água, esgoto, energia e comunicação, além da construção de novas pontes e travessias sobre córregos, permitindo a superação de barreiras históricas que hoje limitam a integração entre bairros.

A estimativa é que o corredor beneficie diretamente milhares de moradores, além de atender diariamente entre 1.800 e 2.200 usuários do transporte coletivo e induzir a ocupação planejada de regiões com potencial para abrigar cerca de 81 mil novos habitantes.

A Câmara de Vereadores já aprovou projeto de lei que autoria a prefeitura a assinar contrato de financiamento com a Caixa Econômica Federal no valor de R$ 1,15 bilhão.  A liberação do crédito será pelo Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Avançar Cidades – Mobilidade Urbana Setor Público, vinculado ao Ministério das Cidades, para a construção da Via Leste-Oeste. O projeto prevê o repasse de até R$ 1.093.319.450,64 do governo federal. 

A contrapartida do município é estimada em R$ 57.543.128,99, totalizando investimento de R$ 1.150.862.579,63 no novo corredor viário. Os vereadores também aprovaram abertura de crédito no valor de R$ 2.247.000 para viabilizar estudos de impacto ambiental envolvendo o projeto do corredor Leste-Oeste.

O projeto incorpora soluções modernas de sustentabilidade, com a implantação de parques lineares ao longo dos cursos d’água, recuperação de áreas degradadas e sistemas de drenagem inspirados no conceito de “cidade esponja”, que amplia a capacidade do solo de absorver e reter a água da chuva.

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