Tribuna Ribeirão
Polícia

Operação da PF bloqueia R$ 5,7 bi

Rovena Rosa/Ag.Br.
 Banco Master: Operação Compliance Zero cumpriu 42 mandados de busca e apreensão e sequestrou e bloqueou R$ 5,7 bilhões em bens e valores

Polícia Federal prendeu ontem o empresário Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, durante a segunda fase da Operação Compliance Zero

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse haver “fartos indícios” de que os suspeitos investigados no caso do Banco Master continuam a praticar crimes, incluindo o banqueiro Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira.

Toffoli fez a observação ao autorizar a nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quarta-feira, 14 de janeiro, pela Polícia Federal (PF). Na decisão, o ministro reclamou da demora para o cumprimento de medidas de prisão e buscas, que foram realizadas um dia depois do prazo determinado por ele.

Ao todo, 42 mandados de busca e apreensão expedidos por Dias Toffoli foram cumpridos em São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Também houve sequestro e bloqueio de bens e valores que ultrapassam os R$ 5,7 bilhões.

Diversos carros e outros itens de luxo foram apreendidos, bem como mais de R$ 90 mil em espécie. A operação tem como objetivo interromper a atuação da organização criminosa, além de recuperar ativos.

Em novembro, o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e Daniel Vorcaro foram alvos da Operação Compliance Zero, que investiga a concessão de créditos falsos. As fraudes podem chegar a R$ 17 bilhões em títulos forjados, segundo as investigações.

Em março de 2025, o BRB anunciou a intenção de comprar o Master por R$ 2 bilhões, mas o Banco Central (BC) rejeitou a negociação. Em novembro, foi decretada a liquidação da instituição de Vorcaro.

A PF prendeu ontem o empresário Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, durante a segunda fase da Operação Compliance Zero. Ele foi preso de forma temporária porque tentava embarcar em um voo para os Emirados Árabes Unidos. A prisão foi realizada para impedir que ele saísse do país e deve ter duração de apenas um dia, com o objetivo de adotar outras medidas para evitar a fuga.

A segunda fase da Operação Compliance Zero também cumpriu mandados de busca e apreensão também contra o empresário Nelson Tanure e o investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora Reag Investimentos, por causa da realização de operações financeiras usando fundos e corretoras ligadas ao Banco Master.

Para os investigadores, Vorcaro teria usado uma cadeia de diversos fundos de investimento para realizar operações financeiras fraudulentas, cujo objetivo final seria desviar recursos para si próprio e aliados. Em nota, a defesa de Vorcaro comunicou que o banqueiro “tem colaborado integral e continuamente com as autoridades competentes”.

“Todas as medidas judiciais determinadas no âmbito da investigação serão atendidas com total transparência.” “O Sr. Vorcaro permanece à disposição para prestar esclarecimentos sempre que solicitado, reforçando seu interesse no esclarecimento completo dos fatos e no encerramento célere do inquérito”, diz o texto.

A investigação aponta que Tanure também teria usado essa mesma estrutura financeira para realizar outras operações suspeitas. O empresário havia sido denunciado pelo Ministério Público Federal no final do ano passado sob acusação do uso de informações privilegiadas no mercado financeiro.

Toffoli determinou que todos os bens, documentos e eletrônicos apreendidos fossem levados para a sede do Supremo, em Brasília, onde devem ser mantidos lacrados. Em nota, o gabinete de Toffoli disse “que o acautelamento imediato tem por finalidade a preservação das provas recolhidas pela autoridade policial e serão devidamente periciadas pelas autoridades competentes”.

Críticas – Relator do caso Master, Toffoli afirmou ter lhe causado “espécie” a demora no cumprimento das diligências, “posto que resta claro que outros envolvidos podem estar descaraterizando as provas essenciais ao deslinde da causa”. Ele acusou a PF de “falta de empenho no cumprimento da ordem judicial”.

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