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Política

Policiais vão protestar na capital
 contra Tarcisio

Divulgação 
Policiais civis de Ribeirão Preto participarão de protesto contra o governador na capital: segundo Fátima Aparecida, objetivo é denunciar descaso do governo

Evento realizado no vão livre do Masp reunirá, além dos policiais civis, militares, penais e técnico-científicos

Um grupo de 16 policiais civis de Ribeirão Preto participa, nesta terça-feira, 24 de fevereiro, de uma manifestação contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicano). O protesto está marcado para as dez horas na avenida Paulista, no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na região dos Jardins, na capital.

Segundo a presidente do Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto (Sinpol), Fátima Aparecida Silva, a situação está insustentável e o objetivo é mostrar o descaso do governador para com a Segurança Pública. “Os policiais civis paulistas estão entre os mais mal pagos do país. Ocupamos as últimas posições do ranking das polícias civis”, diz.

“O governador congelou nossos salários por dois anos e quando deu reajuste, desagradou a todos, apenas 5%. Além disso, a população deve ter percebido a falta de policiais civis. Existe um déficit de mais de 1/3 das vagas, que não são preenchidas. Concursos morosos, falta de atrativos para novos policiais civis e a população sente isso ao procurar uma delegacia”, lamenta.

Pelo menos 16 policiais civis de Ribeirão Preto vão participar do protesto. O Sinpol disponibilizou uma van para quem quiser viajar até a capital. Fátima Aparecida explica que o protesto não irá reunir apenas os policiais civis, mas também militares, penais, técnico-científicos e pensionistas.

“O governador não cumpriu com sua palavra. Estamos com uma grande pendência, que é a elaboração da Lei Orgânica Estadual da Polícia Civil. Isso é necessário para modernizar de vez a Instituição. Temos a Lei Nacional há mais de dois anos, mas a nossa estadual está parada”, emenda.

Fátima Aparecida,presidente do Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto (Sinpol

“Em novembro, o governador nos chamou para uma reunião no Palácio dos Bandeirantes. Disse que, na semana seguinte, a minuta do projeto estaria disponível para que tivéssemos ideia do que será apresentado na Assembleia Legislativa. Deu a palavra de que tudo se resolveria. Voltamos na semana seguinte e não tinha nada”, critica.

Segundo Fátima Aparecida, o objetivo do protesto é deixar claro a forma como o governador trata a questão da segurança pública. Os policiais querem que a população saiba quem é o responsável por tudo o que ocorre na secretaria. Ela garante que o protesto será pacífico, mas espera um grande número de manifestantes.

O Sinpol afirma que a categoria está insatisfeita com o percentual de reajuste muito abaixo das perdas salariais causadas pela inflação no período de dois anos. Neste ano, o aumento foi de 5% para diversas categorias de servidores públicos, entre elas a Polícia Civil.

O reajuste atingiu mais de 925 mil funcionários públicos e o impacto financeiro previsto seria de R$ 2,4 bilhões em 2025 e de R$ 3,7 bilhões para os próximos anos. A categoria reivindicava 11,45% de reajuste, inflação acumulada de 4,62% em 2023 e 4,83% em 2024. O Tribuna entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública de São Pauo (PSSP-SP), mas não obteve retorno.

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