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Ribeirão fará censo com 
moradores de rua

Alfredo Risk/Arquivo
Secretaria de Assistência Social de Ribeirão Preto quer realizar, ainda neste ano, censo para detectar oficialmente o número de moradores de rua

Atualmente, estima-se que cerca de duas mil pessoas vivem nesta condição no município

A Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) de Ribeirão Preto pretende realizar, ainda neste ano, censo para detectar oficialmente o número de moradores de rua na cidade. O objetivo do levantamento é quantificar o total de pessoas nesta situação, conhecer o que as levou a esta condição social e criar políticas efetivas e eficientes de reinserção delas.

Atualmente, estima-se que cerca de duas mil pessoas estejam em situação de rua no município. Destas, aproximadamente 72% estão cadastradas no Programa Bolsa Família e residem na cidade há mais de um ano. Ainda não existe data marcada para a realização do levantamento.

Segundo a pasta, desde o início do governo Ricardo Silva (PSD) foi feita a reorganização do atendimento à população em situação de rua. Para isso, as equipes do Serviço Especializado de Abordagem Social (SEAS) ampliaram e descentralizaram as ações, alcançando novos territórios e perfis de vulnerabilidade.

Dados do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua, da Universidade Federal de Minas Gerais divulgado est semana, revelam que o número de pessoas que vivem em situação de rua continua crescendo no país. Em dezembro de 2024 havia 327.925 pessoas vivendo nas ruas do Brasil. No final do ano passado esse número chegava a 365.822 pessoas.

O levantamento foi feito com base nos dados do Cadastro Único de Programas Sociais (CadÚnico), que reúne os beneficiários de políticas sociais, como o Bolsa Família, e serve como indicativo das populações em vulnerabilidade para quantificar os repasses do governo federal aos municípios.

De 2020 a 2021, quando teve início a pandemia da covid-19, o número de pessoas em situação de rua havia caído, passando de 194.824 para 158.191 pessoas. Mas em 2022, voltou a subir e vem crescendo de forma contínua desde então.

A maioria dessa população que vive nas ruas se encontra na Região Sudeste do país, somando 222.311 de pessoas, o que representa 61% do total no país. Em seguida aparece a Região Nordeste, com uma população de 54.801 pessoas em situação de rua.

Só no estado de São Paulo estão concentradas 150.958 pessoas em situação de rua, seguida pelos estados do Rio de Janeiro (33.656) e Minas Gerais (33.139). O Amapá é o estado com o menor número de pessoas nessa condição, somando 292.

Para os pesquisadores do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua, quatro situações podem explicar esse aumento.

São elas, o fortalecimento do Cadastro Único de Programas Sociais (CadÚnico) como principal registro da população em situação de rua e de acesso às políticas públicas sociais do país, a ausência ou insuficiência de políticas públicas voltadas para essa população, a precarização das condições de vida principalmente após a pandemia e as emergências climáticas e deslocamentos forçados na América Latina.

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