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São Paulo é batido pela Portuguesa no MorumBis

Jogo foi eletrizante mas no final deu Lusa (agência São Paulo)

Por Marcos Antomil

Em dia marcado pela renúncia de Julio Casares do cargo de presidente, o São Paulo entrou em campo pela quarta rodada do Campeonato Paulista e perdeu por 3 a 2 para a Portuguesa. No apito final, vaias ecoaram no MorumBis.

Quem foi ao estádio acompanhou uma boa partida, de intensidade. A Portuguesa se mostrou uma equipe consistente, consciente de suas condições técnicas e impositiva taticamente. O São Paulo mostrou dificuldades para conseguir se portar como mandante. O controle da partida só voltou para as mãos tricolores quando o placar apontou desvantagem. Há muito a se elogiar na Portuguesa e muito pouco no São Paulo.

O resultado deixa a Portuguesa com seis pontos, na zona de classificação para a próxima fase. Já o São Paulo fica com quatro e pode se aproximar da degola. Restam quatro rodadas.

O São Paulo agora volta suas atenções para o clássico com o Palmeiras. O Choque-Rei está agendado para o próximo sábado, às 18h30, na Arena Crefisa, em Barueri. A Portuguesa, por sua vez, entra em campo apenas na segunda-feira, às 20h, para medir forças com o Guarani, no Canindé.

A Portuguesa começou melhor na partida e tentou algumas jogadas em direção à área tricolor que deram sustos na defesa. O São Paulo não conseguiu se encontrar em campo e demonstrou sérias dificuldades na criação. A aposta dos donos da casa ficou centrada em bolas longas e de velocidade para tentar pegar a defesa rubro-verde desprevenida.

Ferreirinha foi um dos jogadores que mais se destacaram no primeiro tempo. Ágil, o atacante conseguiu fugir da marcação em algumas ocasiões e levar perigo à meta defendida por Bruno Bertinato.

A Portuguesa continuou superior. Gabriel Pires arriscou de longe, aos 40, e deu trabalho para Rafael. O goleiro são-paulino, no lance seguinte, voltou a praticar uma bela defesa após finalização precisa de João Vitor. Pablo Maia, no acréscimo, quase tirou o zero do placar, mas viu o goleiro rubro-verde defender.

O São Paulo voltou para a segunda metade com uma postura diferente. Altivo, o conjunto tricolor tentou controlar mais a posse e pressionar a saída de bola da Portuguesa. Mas a ação deixou o time mais desatento na defesa. João Vitor cruzou da direita em direção à segunda trave, Renê aproveitou o vacilo da zaga são-paulina para colocar a Lusa em vantagem, aos 5 minutos

Aos 14, Calleri recebeu um passe açucarado, precisando apenas escorar para marcar, mas mandou para fora, em um lance inacreditável.

O placar adverso fez o São Paulo armar uma blitz. Jogadas aéreas fizeram os donos da casa chegarem perto do gol. Aos 30, Calleri pôde se redimir. Em contragolpe, o time tricolor aproveitou a linha de defesa adiantada da Portuguesa. O argentino saiu cara a cara com o goleiro e fez a festa da torcida são-paulina.

Não durou muito a alegria são-paulina. A Portuguesa armou ataque poucos minutos depois, Nicolas, que já havia falhado no primeiro tento rubro-verde, cometeu pênalti sobre Renê. O artilheiro da equipe lusitana foi para a cobrança e recolocou os visitantes na dianteira, aos 38.

A Portuguesa teve tempo de marcar mais um. Maceió bateu, Rafael defendeu e deu rebote. O atacante do conjunto rubro-verde chutou de novo e, dessa vez, o goleiro são-paulino aceitou, em uma falha contundente.

No primeiro minuto do acréscimo, o São Paulo marcou o segundo gol, o segundo de Calleri. O argentino se antecipou à marcação e tocou de cabeça para descontar. Renê, artilheiro da Portuguesa, ainda foi expulso aos 50 minutos em uma decisão muito rigorosa do árbitro Raphael Claus.

FICHA TÉCNICA

SÃO PAULO 2 x 3 PORTUGUESA

SÃO PAULO – Rafael; Cédric (Tapia), Toloi, Dória e Nicolas; Pablo Maia (Bobadilla) e Negrucci (Marcos Antônio); Lucas (Luciano), Lucca (Pedro Ferreira) e Ferreirinha; Calleri. Técnico: Hernán Crespo.

PORTUGUESA – Bruno Bertinato; João Vitor (Gustavo Sciencia), Gustavo Henrique, Eduardo Biazus e Caio Roque (Eric Botteghin); Guilherme Portuga, Zé Vitor (Carlos Eduardo) e Gabriel Pires (Hudson); Ewerthon (Igor Torres), Maceió e Renê. Técnico: Fabio Matias.

GOLS – Renê, aos 5 e aos 38, Calleri, aos 30 e aos 46, e Maceió, aos 43 minutos do segundo tempo.

ÁRBITRO – Raphael Claus.

CARTÕES AMARELOS – Lucas (São Paulo), Eduardo Biazus, Hudson e Gabriel Pires (Portuguesa).

CARTÃO VERMELHO – Renê (Portuguesa).

PÚBLICO – 25.544 presentes.

RENDA – R$ 1.031,411,00.

LOCAL – MorumBis, em São Paulo.

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