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Sindicato repudia forma como anúncio de radares fixos foi feito

O prefeito Ricardo Silva publicou um vídeo em seu Instagram oficial em que rebate as críticas do sindicato Reprodução

Entidade que representa os agentes de trânsito de Ribeirão Preto publicou manifesto em que critica a forma como o anúncio sobre o fim dos radares móveis foi feito pelo prefeito Ricardo Silva

O Sindicato dos Trabalhadores no Sistema de Operação, Sinalização, Fiscalização, Manutenção e Planejamento Viário e Urbano do Estado de São Paulo (Sindviários) publicou um manifesto de repúdio, nas redes sociais e no site da entidade, no qual critica a forma como o prefeito de Ribeirão Preto, Ricardo Silva (PSD), anunciou o fim dos radares móveis na cidade. O anúncio foi feito na semana passada, no perfil oficial do prefeito no Instagram, e por meio de release divulgado pela Secretaria Municipal de Comunicação.

No documento, a entidade — que também representa os agentes de trânsito do município, ligados à RP Mobi — repudiou a declaração feita pelo prefeito por utilizar expressões como “indústria da multa”, “multa abusiva” e “multa escondida” ao se referir aos radares móveis.

O Sindicato ressaltou, porém, que o prefeito é a autoridade máxima de trânsito do município, conforme estabelece o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). “Portanto, toda a política de fiscalização de velocidade em Ribeirão Preto — inclusive o uso de radares móveis — existe por decisão, autorização e responsabilidade direta do chefe do Poder Executivo municipal”, afirma o texto.

E prossegue: “Embora a legislação permita diferentes modelos de fiscalização, o problema central não está na escolha administrativa, mas na forma irresponsável como o anúncio foi feito. Ao criticar publicamente uma fiscalização que ele próprio mantém em funcionamento e autoriza, o prefeito deslegitima o trabalho dos agentes de trânsito da RP Mobi, transfere a responsabilidade política para os servidores e estimula a hostilidade contra trabalhadores que apenas cumprem ordens legais”. Atualmente, a RP Mobi conta com 81 agentes de trânsito.

O Sindicato afirma que, nos últimos anos, agentes de trânsito de Ribeirão Preto foram vítimas de agressões físicas, ameaças de morte, apedrejamentos, furtos de equipamentos e danos a viaturas durante o exercício regular de suas funções. Segundo a entidade, todos os episódios estão devidamente registrados por meio de relatórios internos e boletins de ocorrência (BOs), evidenciando uma escalada de violência diretamente associada ao discurso que criminaliza a fiscalização.

Para a entidade, o posicionamento do prefeito cria uma contradição grave e perigosa: ao mesmo tempo em que desqualifica a fiscalização móvel em discurso público, mantém a atividade em funcionamento, expondo os agentes a riscos ainda maiores, inclusive de violência física, enquanto tenta capitalizar politicamente o tema.

Resposta do prefeito
Na segunda-feira, 5 de janeiro, o prefeito Ricardo Silva publicou um vídeo em seu Instagram oficial em que rebate as críticas do sindicato. Na postagem, ele reafirmou que os radares móveis não servem para a educação dos motoristas e que seriam apenas um instrumento de arrecadação para o poder público, razão pela qual, segundo ele, parte da população os considera uma “indústria da multa”.

O prefeito afirmou ainda que, com o fim dos radares móveis, os agentes de trânsito — que, segundo ele, merecem todo respeito — passarão a desenvolver ações educativas, de fiscalização e de conscientização no trânsito. Por fim, declarou que cabe à população definir o melhor modelo de fiscalização e que essa decisão estaria sendo tomada por ele, em nome da população que o elegeu.

RP Mobi
Procurada, a RP Mobi informou, por meio de nota, que está à disposição para prestar o amparo necessário diante de qualquer ato de hostilidade, ameaça ou agressão contra seus agentes de trânsito. A empresa reforçou que a fiscalização eletrônica fixa amplia a presença dos agentes em orientações, ações educativas e no reforço da segurança viária.

 

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