A força do rap, da literatura e das artes

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O projeto “40tena Cul­tural”, da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, promove nesta terça-feira, 11 de agosto, mais uma edição do quadro “Defenda seu Best”, com a participação do rapper, compositor, doutor em Geo­grafia, mestre em poesia, dou­tor em Educação Ostentação e escritor Renan Inquérito e mediação do escritor, educa­dor e produtor cultural, Victor Rodrigues. Em debate, a obra “Retrato do artista quando coisa”, de Manoel de Barros (1916-2014).

“Escolhi esse livro com dor no coração por outros que deixei de fora. Essa obra reú­ne alguns poemas do Mano­el que eu mais declamei e me identifiquei na minha vida”, destaca Inquérito. Ele escreveu os livros “#Poucas palavras” (2011) e “Poesia pra encher a laje” (2016). Além dos palcos, Inquérito percorre escolas e unidades da Fundação Casa, realizando saraus, shows, de­bates e oficinas. Universidades, presídios e bibliotecas são ter­ritórios comuns para sua arte.

Victor Rodrigues reúne um acervo diversificado. A última a produção independente foi “Aprender a morrer”, um EP e videoalbum, de 2018. Também lançou “Deuses fazendo bolo ou ingredientes pra nascer de novo”, com o Selo doburro, em 2017; “Versos para aumentar o mun­do” – Selo doburro, de 2014 e a série de livretos “Praga de poeta”, “Sinceros insultos” e “Aprender menino”, de 2012 a 2014 pela Poesia Maloqueirista.

Na quinta-feira, dia 13, às 19 horas, a bibliotecária Léia Santos participará de um bate­-papo com a escritora Daniella Pereira, durante live no Insta­gram da fundação. A atividade tem como intuito apresentar as possíveis relações entre a pri­são e a biblioteca, partindo das práticas de leitura e escrita que são realizadas nos presídios. Ambas as convidadas têm ex­periência no tema.

Daniella é cientista da in­formação e documentação com habilitação em bibliote­conomia pela Universidade de São Paulo (USP), além de ser especialista em Letramento e Alfabetização e ter experiên­cias com clubes de leitura e projetos com recorte racial. Já a bibliotecária, Léia Santos, é mestranda em ciência da in­formação pelo PPGCI/ECA­-USP e pesquisa as bibliotecas em presídios, além de ser inte­grante do Grupo de Pesquisa Paralelo, estudando as relações entre biblioteca e prisão. Tam­bém atua como voluntária na Pastoral Carcerária e na Asso­ciação de Familiares e Amigos de presos(as) (Amparar).

A última atividade da se­mana acontece no sábado (15), com a segunda parte da ofici­na “Aquarela Iniciante”, com a arquiteta Natascha Vital, às 16 horas. A oficina foi dividida em dois dias com duração de uma hora cada, separados entre in­trodução, tipos de materiais e técnicas de pintura. O encontro acontece na plataforma de reu­niões Zomm, com o link dis­ponível na BIO do Instagram da Fundação do Livro, antes do início da atividade. Basta acessar o link https://us02web.zoom.us/j/87503323428?pwd=Z21zSTh6M0M4dUJIdXhITlpTZk5VUT09.

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