Jornal Tribuna Ribeirão

Alesp vai monitorar crise hídrica em SP

DIVULGAÇÃO/SABESP

A Assembleia Legislativa de São Paulo vai monitorar as ações do governo estadual no combate à crise hídrica. A de­cisão do presidente da Alesp, deputado Carlão Pignatari. (PSDB), foi formalizada em ato esta semana. A determi­nação considera o artigo 205, inciso IV, da Constituição do Estado, que aponta para a ne­cessidade de se criar um sis­tema integrado que gerencie os recursos hídricos e defen­da a população contra even­tos preocupantes.

Também está ampara­da no artigo 2º da lei nº 7.663/1991, de autoria do ex-deputado Sylvio Martini (filiado ao extinto PDS). A legislação que define que a Política Estadual de Recursos Hídricos deve garantir água em padrões adequados para os consumidores atuais e das próximas gerações. Em 2014, São Paulo viveu o verão mais quente dos últimos 70 anos.

A falta de chuvas afetou o principal conjunto de reser­vatórios da Região Metropo­litana de São Paulo, o Sistema Cantareira. De lá para cá, al­gumas medidas foram toma­das para que grande parte da população paulista não fique novamente sem água, como a transposição de água da Bacia do Rio Paraíba do Sul, campanhas para redução do desperdício e parcerias para acelerar as obras.

Embora as chuvas estejam acima do esperado para esta época do ano, os reservató­rios que abastecem a região metropolitana continuam em níveis abaixo do ideal. Com a estiagem, agricultores sofrem com a diminuição da colhei­ta, prejuízo no desenvolvi­mento dos frutos e qualidade das pastagens.

O ato do presidente da Alesp nomeou o deputado Edson Giriboni (PV) como representante do parlamento paulista para acompanhar as discussões pelos próximos 120 dias. O parlamentar foi secretário estadual de Sane­amento e Recursos Hídricos entre 2011 e 2014, período em que São Paulo sofreu sua última crise hídrica.

No último dia 12, o go­verno de São Paulo, por meio do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), abriu processo de licitação para perfuração de 141 poços profundos em 125 municí­pios do Estado não atendidos pela Companhia de Sanea­mento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

O conjunto faz parte do programa “Água é Vida”, apresentado em 7 de outubro pelo governador João Doria (PSDB) com o objetivo de reforçar a segurança hídrica no estado. O processo licita­tório prevê a contratação de empresa de engenharia que deverá executar o serviço em um período de seis meses.

A perfuração dos poços vai beneficiar mais de 2,1 mi­lhões de habitantes e a previ­são é de investimento de R$ 145 milhões. O DAEE já tem os projetos prontos e o início das obras está previsto para janeiro. A entrega dos poços deve ocorrer ainda no pri­meiro semestre de 2022.

O programa prevê tam­bém a construção de re­servatórios metálicos com capacidade para até 200 mil litros de água junto a cada poço. Na área da Bacia do Pardo Grande, que envolve muinicípios da região de Ri­beirão Preto, serão benefi­ciadas 25 cidades.

Estão na lista Águas de Lin­dóia, Motuca, Altinópolis, Pi­tangueiras, Américo Brasilien­se, Pontal, Batatais, Pradópolis, Brodowski, Rincão, Colina, Sales Oliveira, Cristais Paulis­ta, Santa Lúcia, Descalvado, São José da Bela Vista, Guaíra, São Simão, Ituverava, Serra­na, Jaboticabal, Tambaú, Luiz Antônio, Vargem Grande do Sul e Morro Agudo.

No total, o Estado vai in­vestir R$ 400 milhões em ações como perfuração de poços profundos em 125 cida­des e revitalização de três mil quilômetros dos rios Piraci­caba, Capivari e Jundiaí (PCJ) ao longo de 260 municípios. Também vai financiar projetos para preservação de manan­ciais de abastecimento e no­vos serviços de saneamento.

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