ADRIANO MACHADO/REUTERS

O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) impôs uma multa diária de R$ 100 mil contra a mineradora Vale, até que a empresa execute “de forma integral e satisfató­ria” o plano de salvamento de animais atingidos pelo desastre de Brumadinho, na região me­tropolitana de Belo Horizonte (MG). As exigências do órgão ambiental incluem medidas como a instalação de hospital de campanha para reabilitação dos animais resgatados e centro para triagem e abrigo.

Este é o sexto auto de infra­ção aplicado pelo Ibama à Vale, responsável pela catástrofe cau­sada pelo rompimento da bar­ragem do Córrego do Feijão, em Minas Gerais. As outras cinco multas já aplicadas somam R$ 250 milhões. “Em 26 de janei­ro, o Ibama havia determinado por meio de notificação que a mineradora iniciasse em até 24 horas a execução do plano de salvamento de fauna e entregas­se relatórios diários com infor­mações sobre os animais resga­tados”, declarou o Ibama. “Em vistorias, agentes ambientais constataram atraso na realização das obras. Os relatórios enviados pela empresa não atendem inte­gralmente as exigências estabe­lecidas na notificação ”

No dia 29 de janeiro, um helicóptero da Polícia Rodovi­ária Federal (PRF) fazia voos rasantes em uma área devastada do Córrego do Feijão e fuzilava animais que estavam atolados. Foram mais de 20 disparos, até o que o helicóptero partiu. A exe­cução dos animais foi confirma­da pelo chefe da Defesa Civil de Minas, coronel Evandro Geral­do Borges. “O que vamos fazer? Deixar o animal sofrendo? Esta­mos sim, com equipe em campo executando esse trabalho, mas essa decisão só é tomada nos ca­sos em que não há outra opção”, declarou, na ocasião.

O objetivo da multa diária, que tem sido aplicada desde sexta-feira, 8, é exigir o cum­primento imediato das deter­minações com o objetivo de cessar a degradação ambiental. O valor da multa, segundo o Ibama, é o máximo previs­to para esse tipo de infração, conforme a Lei de Crimes Ambientais. Subiu para 165 o número de mortos pelo rom­pimento da barragem da Vale, em Brumadinho (MG). Há ainda 160 desaparecidos.

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