Bolívia registra mais três mortes em jornada violenta

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DAVID MERCADO/REUTERS

Três mortes e 25 pessoas feri­das. Este foi o resultado de mais uma jornada de conflitos entre manifestantes e policiais na cida­de de El Alto, na Bolívia, na ter­ça-feira (19). Nesta cidade, um grupo de manifestantes explo­diu, com dinamites, muros da planta da YPFB, empresa públi­ca de petróleo. Carros também foram incendiados. O governo afirma que nenhum disparo foi feito pelas Forças Armadas. As cidades de La Paz e El Alto estão sofrendo desabastecimento de combustíveis e alimentos devido aos bloqueios das estradas.

O governo está enviando carnes, verduras e ovos em aviões de carga, para suprir as necessidades básicas das popu­lações dessas cidades. Depois dos incidentes, o ministro da Defesa, Fernando López, la­mentou que uma operação pa­cífica, planejada para a transfe­rir combustível e gás da fábrica da região de Senkata, na cida­de de El Alto, para La Paz, te­nha terminado com um saldo tão negativo. “Lamentavel­mente registramos 25 feridos e três mortes. Até agora, não temos a autópsia, mas quero esclarecer que o Exército não disparou um único projétil, as Forças Armadas continuam com a premissa de diálogo permanente”, afirmou López. Oficialmente, o governo da Bolívia já registrou 26 mortes desde o início dos protestos, após a realização das eleições no dia 20 de outubro.

O ministro da Defesa afir­mou ainda que os eventos violentos foram gerados por pessoas que “estão sendo pa­gas para causar terror, pânico e destruição de propriedades estatais”. López disse ainda que esses grupos, que não têm pro­postas, “querem semear o terror” enquanto o governo está deter­minado a abrir o diálogo com todos os setores para alcançar a paz no país. A presidente in­terina da Bolívia, Jeanine Áñez, anunciou que convocará elei­ções gerais nas próximas horas. O ex-presidente Evo Morales está no México.