VALTER CAMPANATO/ AG.BR.

Ao deixar o cargo de comandante do Exército, o general Eduardo Villas Bôas fez um forte discurso político no qual disse que o presi­dente Jair Bolsonaro (PSL) resgatou o Brasil das amarras ideológi­cas. Ele foi substituído por Edson Leal Pujol. A cerimônia de troca do comando ocorreu nesta sexta-feira (11), no Clube do Exército, em Brasília, com a presença do presidente.

Diante de Bolsonaro, Villas Bôas afirmou que o presidente “tirou o País da amarra ideológica que sequestrou o livre pensar” e “tirou o País do pensamento único e nefasto”. O militar também destacou que o Exército é “democrático, apartidário e integralmente dedicado à Nação”. Ao final, Villas Bôas foi aplaudido de pé e cumprimentado por Bolsonaro.

O comandante, que sofre de uma doença degenerativa e está em uma cadeira de rodas, fez apenas uma saudação com agradecimen­tos. Com dificuldade para falar, seu discurso de ordem do dia foi lido por um mestre de cerimônia. Apesar das críticas, Villas Bôas agra­deceu à ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e ao ex-ministro Jaques Wagner por sua nomeação.

Também agradeceu ao ex-presidente Michel Temer (MDB) por tê-lo mantido no cargo e pela sua postura em relação à instituição. Já o novo comandante do Exército considera que os militares devem ficar fora da reforma da Previdência. Ele destacou que os militares não fazem parte do sistema previdenciário e possuem “situação diferenciada”, disse Pujol.