A Petrobras revisou o pre­ço do gás liquefeito de petró­leo (GLP) para consumo resi­dencial em suas refinarias em 8,5%, para R$ 25,07, reajuste de R$ 1,97 por botijão de 13 quilos (GLP-13). No ano, a alta acumulada do popular gás de cozinha é de 2,8%. Desde janei­ro, a estatal reajusta o produto trimestralmente. Em janeiro e abril, os valores foram reduzi­dos e, em julho, houve aumento.

“A desvalorização do real frente ao dólar e as elevações nas cotações internacionais do GLP foram os principais fatores para a alta. A referência continua a ser a média dos preços do pro­pano e butano comercializados no mercado europeu, acrescida da margem de 5%”, informa a Petrobras, no comunicado.

A empresa ainda argumenta que a metodologia de reajus­te trimestral tem o objetivo de suavizar os impactos da trans­ferência da volatilidade externa para os preços domésticos. A Petrobras ressalta ainda que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) reconhece que o preço do produto para uso doméstico deve ser “inferior” e “diferenciado” aos praticados para o GLP com outras finali­dades pelo seu “interesse para a política energética nacional”.

Em Ribeirão Preto, o pre­ço do botijão de 13 quilos está novamente abaixo de R$ 80. A informação é da Agência Na­cional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que em sua mais recente pesquisa, reali­zada entre 28 de outubro e 3 de novembro, constatou que o va­lor praticado nos revendedores da cidade caiu 1,9% em compa­ração com o praticado entre os dias 21 e 27 do mês passado. De acordo com a reguladora, o gás de cozinha na cidade custa, em média, R$ 79,24 (mínimo de R$ 70 e máximo de R$ 90), contra R$ 80,76 do período anteceden­te, desconto de R$ 1,52.

Mesmo assim, Ribeirão Pre­to ainda tem o gás de cozinha mais caro do estado de São Pau­lo – a pesquisa da ANP envolve 108 municípios. A cidade havia deixado o topo do ranking pau­lista em setembro – liderava des­de o ano passado até agosto, com algumas oscilações, mas sempre entre as cinco que cobram o va­lor mais alto pelo produto.

Reassumiu o topo do ranking no início de outubro e agora consolidou a liderança. Porém, segundo a mais recen­te pesquisa da ANP, nenhum município paulista vence o botijão acima de R$ 80. Os re­vendedores de Ribeirão Preto pagam R$ 54 pelo vasilhame de 13 quilos. A variação chega a 46,7%, diferença de R$ 25,24. As 24 distribuidoras de gás da cidade vendem 3.300 unidades por dia para os comerciantes. O botijão chegou a custar R$ 88 durante a greve dos cami­nhoneiros, em maio, segundo a agência reguladora.

O valor médio cobrado do consumidor em Ribeirão Preto (R$ 79,24) está R$ 23,25 acima do praticado em Valinhos, de R$ 55,99 (piso de R$ 53 e teto de R$ 60), o produto mais barato do estado, variação de 41,5%. A segunda colocada do ranking dos mais caros é São Caetano do Sul, que havia assumido a li­derança em agosto e hoje vende o botijão a R$ 77,98, em média (mínimo de R$ 69,99 e máximo de R$ 89,90), variação de 1,6% em relação ao cobrado em Ri­beirão Preto, R$ 1,26 a menos. O GLP também é mais caro em Guarujá (R$ 76,98).

Gasolina
A Petrobras anunciou corte de 6,35% no preço médio do litro da gasolina sem tributo nas refinarias, válido para esta terça-feira (6), para R$ 1,7293. Além disso, a estatal manteve sem alteração o preço do diesel, em R$ 2,1228, conforme tabela disponível no site da empresa. Em 6 de setembro, a diretoria da companhia anunciou que, além dos reajustes diários da gasolina, terá a opção de utili­zar um mecanismo de proteção (hedge) complementar.

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