A relação entre Corinthians e Caixa estremeceu nos últi­mos dias por causa da arena em Itaquera. O banco notifi­cou o clube extrajudicialmente nesta quinta-feira informando que executará na Justiça a dí­vida total do financiamento do estádio, que atualmente gira em torno de R$ 450 milhões.

O clube emitiu comuni­cado para informar que pro­curará meios legais para se defender. “Se a CEF (Caixa Econômica Federal) escolheu trocar a rota da negociação pela do confronto, não cabe ao clube outro recurso senão defender na Justiça seus direi­tos”, informou o Corinthians por meio de nota.

O clube e o banco negocia­vam amigavelmente até então novo parcelamento da dívida. Desde o ano passado existe um acordo, que só não foi sacra­mentado até agora, segundo o Corinthians, pela “perspectiva da iminente troca de comando da Instituição”.

“Esta mudança de atitude não encontra respaldo na re­alidade dos fatos. Um acor­do preliminar de adequação do contrato ao fluxo de caixa efetivo da Arena havia sido negociado há quase um ano, mas ficou suspenso pela pers­pectiva da iminente troca de comando da Instituição, à espera da orientação da nova gestão. Desde então, os com­promissos vinham sendo honrados, como se os termos do acordo preliminar estives­sem vigendo”, disse o clube, em comunicado.

O Corinthians possuía um acordo em que o acerto prévio teria validade até 2028: o clube pagaria parcelas mensais de R$ 6 milhões, de março a ou­tubro, e R$ 2,5 milhões entre novembro e fevereiro, período em que há um menor número de jogos no calendário do fu­tebol brasileiro.
“Como não houve inter­rupção do diálogo e tudo caminhava para um acordo mutuamente vantajoso, não há como compreender o gesto intempestivo, que sequer foi previamente comunicado à agremiação”, informou o clube.

A Caixa emprestou ini­cialmente R$ 400 milhões ao Corinthians para a constru­ção do estádio. Desde o início do financiamento, o clube pa­gou cerca de R$ 160 milhões. Mas como corre juros, a dívi­da atual está na casa dos R$ 450 milhões.

“O Sport Club Corinthians Paulista informa que enquanto finalizava negociações com a Caixa para um reperfilhamen­to do financiamento da Arena – processo iniciado nos primei­ros dias da atual gestão – foi surpreendido por uma noti­ficação extrajudicial alegando que diversos procedimentos prescritos pelo atual contrato não estariam sendo cumpri­dos”, informou a nota.

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