A Secretaria de Infraestru­tura e Meio Ambiente (SIMA) de São Paulo, lançou uma cam­panha de conscientização para prevenir incêndios florestais, que faz parte da Operação Corta-Fogo. O objetivo é alertar a população sobre ati­tudes que podem causar os desastres ambientais.

Só em 2020 foram regis­trados 269 focos de incêndio em mais de 21 mil hectares de mata. Entre as causas identi­ficadas, por exemplo, estão a queima de lixo, vandalismo e a soltura de balões, ação, inclusive tipificada como crime ambiental.

A Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Ar­tesp) que está envolvida na campanha realiza ações de co­municação com a veiculação de mensagens educativas e de alerta inseridas nos painéis ele­trônicos das rodovias. Sites e redes sociais da Agência e das concessionárias também vão compartilhar as informações.

A campanha de conscien­tização também será divulga­da nas redes sociais de todos os órgãos integrantes da Ope­ração Corta-Fogo, com men­sagens sobre as consequên­cias dos incêndios florestais, como a destruição da fauna e da flora, além do risco para a saúde da população.

Operação Corta-Fogo
Em 2010, o estado de São Paulo instituiu o Sistema Esta­dual de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais, que visa, dentre outras ações, a diminuir os focos de incêndio no estado e estimular o desenvolvimento de alternativas ao uso do fogo para o manejo agrícola, pasto­ril e florestal.

Esse sistema, chamado de Operação Corta-Fogo, é com­posto por diversos órgãos e de­senvolve uma série de ativida­des de forma permanente, de acordo com as necessidades e priorizações que cada período exige, dentro de um cronogra­ma ao longo do ano.

Elas são as chamadas fa­ses verde, amarela e vermelha:
Fase verde (janeiro a mar­ço, novembro e dezembro). Essa fase é dividida em duas etapas. A primeira delas, de janeiro a março, é dedicada a atividades de planejamento e início das medidas de preven­ção e preparação. No final do ano, é realizada uma avaliação da temporada de incêndios e são iniciados os preparativos para o ano seguinte.

Fase amarela (abril e maio). A fase amarela requer foco nas ações preventivas e de preparação para enfrentar os incêndios florestais. Nessa fase, as atividades de treina­mento, capacitação, elabora­ção e revisão de planos pre­ventivos e de contingência ganham prioridade.

Fase vermelha (de junho a outubro). Nessa fase, as ações de combate ao fogo e de fiscalização repressiva são priorizadas e as estratégias de comunicação e campanhas preventivas ganham reforço.