Cidadania repudia ato pró-Pinochet

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PABLO VALADARES/ CÂMARA DOS DEPUTADOS

O presidente da Alesp, de­putado Cauê Macris (PSDB), assinou nesta quinta-feira (21) um ato para impedir a realiza­ção de evento com homenagem ao ditador chileno. “O ato será publicado no Diário Oficial do Estado na sexta-feira (22)”, es­creveu o tucano. A homenagem foi marcada na agenda oficial para 10 de dezembro, data em que se comemora Dia Interna­cional dos Direitos Humanos e também aniversário da morte de Pinochet no Palácio Nove de Julho, sede do Legislativo esta­dual, no Ibirapuera. O evento foi protocolado na semana passada.

Já a deputada estadual Beth Sahão (PT) apresentou denún­cia ao Conselho de Ética da As­sembleia Legislativa para apu­rar suposta apologia à tortura que poderia levar à cassação do mandato de Frederico d’Ávila. De acordo com a petista, o parla­mentar do PSL cometeu o crime pelo fato de a ditadura chilena ter levado mais de 200 mil pessoas ao exílio e um saldo de três mil mortos e milhares de torturados, além de desaparecidos.

“Promover o ato em sua ho­menagem, ou tentar a promo­ção de elogiar um criminoso internacional, e festejar como um prenúncio de que os crimes praticados pelo ditador facíno­ra, o autor da homenagem pro­move apologia aos seus crimes internacionais”, acusa a depu­tada. Para ela, “o deputado em questão agiu intencionalmente para a produção da apologia aos crimes de tortura, terroris­mo e genocídio contrariando de forma contumaz, enquanto autoridade pública as regras da legislação brasileira e seus pac­tos internacionais”.

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