Por Luiz Zanin Oricchio
O 29.º Cine Ceará elegeu como grande vencedor o filme Greta, alinhado à corrente LGBT. Adaptado de peça de sucesso – Greta Garbo, Quem Diria, Acabou no Irajá -, o filme tem como protagonista Marco Nanini, que levou o troféu Mucuripe de ator ao viver enfermeiro que ajuda na fuga de um criminoso com quem depois vive caso de amor. Greta ainda levou a estatueta de direção para o estreante (em longas), o cearense Armando Praça.

O concorrente cubano A Viagem Extraordinária de Celeste García levou as estatuetas de melhor atriz (Maria Isabel Díaz), roteiro e montagem. Na história, a população de Cuba recebe a notícia de que extraterrestres estão convidando interessados para começar nova vida em uma distante galáxia.

O belo filme peruano Canção Sem Nome levou os prêmios de fotografia e trilha sonora, além do troféu da crítica. A história baseada em fatos reais se passa nos anos 1980, quando grávidas pobres eram atraídas a clínicas clandestinas que prometiam realizar o parto sem custos. O objetivo era sequestrar recém-nascidos e vendê-los.

Os outros premiados foram o ensaio distópico de Rosemberg Cariry, Notícias do Fim do Mundo (direção de arte) e Ressaca, relato do desmanche dos corpos estáveis do Teatro Municipal do Rio (melhor som). O curta vencedor foi o pernambucano Marie, sólido road movie com temática transgênero. Currais, que venceu na categoria de longa cearense, denuncia a existência de verdadeiros campos de concentração de desabrigados nas grandes secas do Estado.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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