ALFREDO RISK/ARQUIVO TRIBUNA

Segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realizado entre 25 de abril e 1º de maio, o preço da maioria dos combustíveis subiu em Ribeirão Preto. O valor mé­dio cobrado pelo litro do etanol hidratado foi para R$ 3,589, au­mento de 3% em relação aos R$ 3,486 praticados até dia 24.

Em 20 de março, o litro do etanol hidratado havia registra­do recorde na cidade, com mé­dia de R$ 4,036 – maior valor da história desde que a agência passou a pesquisar preços no município. O litro da gasolina agora custa, em média, R$ 5,230, alta de 0,33% em relação aos R$ 5,214 cobrados anteriormente.

Após mais de quatro me­ses, a competitividade entre os derivados de cana-de-açúcar e de petróleo voltou a ficar abaixo do limite. Estava em 69% no dia 3 de abril, depois 66,5% no dia 9, no dia 17 era de 65,4%, no dia 24 estava em 66,8% e no último sábado (1º) era de 68,6%. Che­gou a 74,5% em 13 de março.

A paridade oscilava entre 68% e mais de 70% desde de­zembro. Considerando os va­lores médios da agência, voltou a ser vantajoso abastecer com o derivado de cana-de-açúcar, já que a paridade com a gasolina ainda não ultrapassou o limite – deixa de ser vantagem encher o tanque com álcool quando a re­lação chega a 70%. No estado de São Paulo, o preço do biocom­bustível equivale a 68,91% da cotação do derivado de petróleo.

Em Ribeirão Preto, a gaso­lina aditivada sai por R$: 5,376, elevação de 0,7% em relação aos R$ 5,337 do período anterior, de acordo com a agência regulado­ra. O litro do óleo diesel é ven­dido, em média, por R$ 4,170, recuo de 0,9% ante os R$ 4,208 do dia 24. O diesel S10 custa R$ 4,223, valor 1,2% abaixo dos R$ 4,274 cobrados anteriormente.

Alguns revendedores bandei­rados de Ribeirão Preto reduzi­ram os preços dos combustíveis. O litro da gasolina custa entre R$ 4,80 (R$ 4,799) e R$ 5,30 (R$ 5,299) nos bandeirados. Nos sem­-bandeira, custa entre R$ 4,10 (R$ 4,099) e R$ 4,70 (R$ 4,699), mas o consumidor deve pesquisar.

Há locais que cobram mais e outros, menos. O etanol custa entre R$ 3,40 (R$ 3,399) e R$ 3,80 (R$ 3,799) nos franquea­dos e R$ 3 (R$ 2,999) e R$ 3,30 (R$ 3,299) nos independentes, mas há locais que vendem o produto por menos de R$ 3 e em, outros, por mais de R$ 4.

A Petrobras reduziu em cerca de 2% os preços da gaso­lina e do diesel nas suas refina­rias, com queda de R$ 0,0529 e R$ 0,0556 por litro, respectiva­mente, segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom).

O reajuste começou a valer no o, 1.º de maio, no mesmo dia do fim da isenção do PIS/Cofins do diesel e em meio a grande vo­latilidade dos preços do petró­leo no mercado internacional. A estatal reajusta os preços dos combustíveis em suas refinarias seguindo a variação da cotação internacional do petróleo.

A gasolina ficou mais cara ao longo de 2021, uma vez que era negociada pela Petrobras a R$ 1,84 no final de dezembro de 2020. O litro do diesel fechou 2020 custando R$ 2,02. Com a mudança, a gasolina passa a acumular alta de 38,76% des­de o início do ano, enquanto o diesel subiu 34,14%.

Depois de quatro semanas consecutivas de alta, o preço do etanol hidratado recuou nas usi­nas paulistas, mas o valor cobra­do pelo litro do derivado da ca­na-de-açúcar continua acima de R$ 2,60. Os dados foram divul­gados na sexta-feira (30), pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Escola Superior de Agricultu­ra Luiz de Queiroz da Universi­dade de São Paulo (Esalq/USP).

O litro do etanol hidratado recuou de R$ 2,6747 para R$ 2,6589, queda de 0,59% – havia registrado aumento de 3,46% no dia 23, de 8,9% no dia 16, mais 2,5% no dia 9 e DE 0,39% no dia 1º. Fechou abril com alta acumulada de 14.66%. No início de março, porém, estava na faixa de R$ 2,90. O quadro começou a melhorar com a safra da ca­na-de-açúcar, desandou no mês passado e agora voltou a cair.

O preço do anidro – adicio­nado à gasolina em até 27% – aumentou e continua acima de de R$ 3, o que não ocorria des­de a primeira semana de mar­ço. Saltou de R$ 3,0125 para R$ 3,0237, aumento de 0,37%. Acumula alta de 19,27% em abril – subiu 4,15% no dia 23, 9,71% no dia 16, mais 4,42% no dia 9 e 0,62% no dia 1º.