Na manhã da última terça-feira, dia 13, tivemos uma das melhores notícias para Ribeirão Preto desde que teve início a pandemia de covid-19; a inexistência de pacientes entubados nas nossas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) transfor­madas em pólos covid. A informação se soma à diminuição de pacientes internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) para tratamento da doença. Os números mostram, felizmente, expressiva redução de utilização de leitos e respiradores nos últimos dez dias, em função do avanço da vacinação realizada em nossa cidade.

A notícia é digna de comemoração, principalmente por mos­trar que estamos no caminho certo ao imunizar as pessoas. A vacina realmente salva vidas e evita o estágio mais grave da do­ença, o que permite também diminuir a incidência de sequelas provocadas em pacientes atingidos pela covid-19 em sua forma mais grave. Muito embora a notícia sirva de alento para que continuemos a buscar cada vez mais doses da vacina, precisamos de parcimônia na interpretação dos indicadores para não nos esquecermos dos cuidados que devemos manter se quisermos vencer a pandemia.

O seguro é continuar a usar máscaras, higienizar constan­temente as mãos e manter o distanciamento entre as pessoas. É imprescindível que o avanço não seja interpretado como o fim da pandemia. Os casos existem, as mortes ainda acontecem e, por isso, é necessário continuar com os hábitos desenvolvidos ao longo de mais de um ano de pandemia, para a continuação da retração da doença. Há exemplos de outros países com vacina­ção mais adiantada em que ocorreu novo crescimento de casos justamente porque as pessoas se sentiram aliviadas e deixaram as precauções de lado.

Vamos então, com nossos cuidados, evitar novas ondas de transmissão da doença, até porque as novas cepas são mais agressivas e mais transmissíveis. E a menor ocupação de leitos por pacientes com covid-19 não apenas reduz a pressão sobre os serviços médicos e hospitalares, mas também melhora as condições de atendimento das demais enfermidades, que hoje precisam esperar mais tempo pela necessária atenção dos serviços de saúde.

Como já disse aqui em outras ocasiões, manteremos sempre o melhor ambiente para uma vacinação rápida e com o menor tempo de espera, para que todos possam receber suas doses de imunizantes. No início da semana, por exemplo, visitei nossa central de vacinas, que teve sua estrutura melhorada com a aquisição de novos conjuntos de câmaras de refrigeração, o que aumentou a capacidade de armazenamento para 500 mil doses. Também foram compradas novas caixas térmicas para o trans­porte das doses até os postos de vacinação, assim como insumos necessários à aplicação.

Somadas a estas boas notícias, o Hemocentro do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto iniciou na semana passada os ensaios clínicos da Butanvac, a primeira vacina contra a covid com pro­dução 100% nacional, sem importação de matéria-prima. É mais um avanço em tecnologia e desenvolvimento epidemiológico. Dentro das características desenvolvidas, a vacina vai oferecer mais imunização, segurança e preservar vidas.

Seguiremos sempre na busca de soluções para ampliar a oferta de vacinas para as pessoas, porque este é o caminho para afastar a pandemia e levar a sociedade à volta da vida normal, com avanços sociais e econômicos. Todos os esforços possíveis serão despendidos para que possamos vencer juntos essa guerra contra uma doença que afeta toda a humanidade. Não vamos descansar até atingir­mos nossos objetivos e nem deixar ninguém para trás.