Como a insegurança no Brasil faz crescer o mercado de segurança residencial

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Segurança residencial preocupa brasileiros - Foto: Chris Panas

Busca por ferramentas de segurança aumenta e faz mercado ficar maior no país

A sensação de insegurança no Brasil é algo que afeta quase todas as pessoas do país. O sentimento se explica por dados que aparecem recorrentemente na mídia. O monitor de violência criado pelo portal G1, da Rede Globo, mostrou um aumento de 6% no número de homicídios no país no primeiro semestre de 2019. Os dados foram registrados em meio à pandemia do novo coronavírus, quando a circulação de pessoas foi menor.

Em seis meses, foram registradas 22.680 mortes violentas, contra 21.357 no mesmo período do ano passado. Ou seja, 1.323 mortes a mais. A região Nordeste, que havia registrado números de queda nos últimos anos, foi o responsável por puxar a alta nos seis primeiros meses de 2020. Os assassinatos na região cresceram 22,4% no semestre.

Esse cenário faz com que muitas pessoas busquem maneiras para se proteger. Algumas compram carros blindados. Outras, de maneira mais ampla, tentar encontrar o melhor alarme residencial, em um movimento que deve agitar o mercado de segurança no Brasil.

Segundo dados da Social Progress Imperative, o Brasil é o 11º país mais inseguro do mundo. Essa realidade impulsiona cada vez mais no crescimento da busca por sistemas de alarme com serviços de proteção 24 horas por dia.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (ABESE), sensação de insegurança fez aumentar o número em residências que investiram em sistemas de segurança nos últimos 12 meses e aponta as principais tendências para os próximos anos.

A pesquisa da ABESE mostra que nos próximos três anos, o número de aplicativos de monitoramento residencial estará em 64% das casas brasileiras. Outro dado importante é que 94% da população terá à disposição um aplicativo para dispositivo móvel que faça o monitoramento da segurança.

Atualmente, as câmeras IP e analógicas são os produtos mais vendidos do setor de segurança pública e patrimonial. Juntas representam 66% das vendas no Brasil. O setor espera integrar cada vez mais soluções e oferecer serviços cada vez mais intuitivos.

“A estimativa indica que, mais do que números, haverá o crescimento da participação do setor na sociedade – abarcando o setor público, privado e, agora, residencial. A busca por soluções de tecnologia está baseada na sensação e insegurança que assusta principalmente os centros urbanos”, explica Selma Migliori, presidente da ABESE.

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