Conselho de Saúde defende ‘lockdown’

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ALFREDO RISK/ARQUIVO

O Conselho Municipal de Saúde encaminhou ofício à prefeitura de Ribeirão Preto, à Câmara de Vereadores e ao Ministério Público Estadual (MPE) no qual defende a im­plantação de “lockdown” na cidade, com a proibição até de algumas atividades considera­das essenciais e o confinamen­to quase que total.

Segundo o presidente Nil­ton Gilmar Nessi, a decisão do conselho tem por base a evolução das mortes – são 144 até agora em Ribeirão Preto – e do avanço do coronavírus na cidade, que já infectou 4.746 pessoas. Os conselheiros tam­bém alertam para um colapso no sistema de saúde por causa da ocupação de leitos.

Nesta segunda-feira, 29 de junho, a taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para o trata­mento de covid-19 no mu­nicípio – são 167 disponíveis – chegou a 98,2%, com 164 pessoas internadas. Na enfer­maria, são 175 pacientes ocu­pando 68,1% das 257 vagas.

Os ofícios foram enca­minhados para a Secretaria Municipal da Saúde e para o Comitê Técnico de Enfrenta­mento à Covid-19 de Ribeirão Preto, que reúne representan­tes de vários segmentos da so­ciedade civil – universidades, indústria, comércio etc.

“Inicialmente, tínhamos 121 leitos de UTI na cidade, passando para 167, e 148 na região, passando para 210. Mesmo com essa ampliação, os índices estão subindo. Por isso, temos que ter toda cautela para não deixar ninguém sem assis­tência, é um momento de ten­são para que possamos abaixar os casos e não colocar em risco a vida de mais pessoas”, disse o prefeito Duarte Nogueira Jú­nior (PSDB) em live ontem.

Após Ribeirão Preto voltar para o nível 1 (alerta máximo – faixa vermelha) do Plano São Paulo de retomada das atividades econômicas, no último dia 15 de junho, per­mitindo apenas o funciona­mento dos serviços essenciais, a Guarda Civil Metropolitana (GCM) e o Departamento de Fiscalização Geral, seguem fiscalizando e recebendo as de­núncias irregularidades.

Desde o dia 15 de junho, a GCM realizou 512 atendi­mentos com orientações so­bre o funcionamento, com 42 estabelecimentos vistoriados. Desde a publicação do de­creto de calamidade pública, em 23 de março, a GCM fez 3.908 orientações e vistoriou 1.594 estabelecimentos.

Já a Fiscalização Geral realizou vistoria em 386 es­tabelecimentos que descum­priram o decreto, sendo 76 notificações, contabilizados desde o dia 15 de junho. Já são 2.152 estabelecimentos que o departamento visitou, com 13 lacrações, 131 notifica­ções e cinco multas pelo Mi­nistério Público, além de 50 eventos que deixaram de ser realizados em Ribeirão Preto.

Ao todo, o trabalho em conjunto da Fiscalização Ge­ral e da CGM já realizou mais de seis mil orientações à po­pulação, com cerca de 3,7 mil estabelecimentos vistoriados, desde o dia 23 de março. De­núncias, esclarecimento de dúvidas e orientações podem ser realizadas pelo Serviço de Atendimento ao Munícipe (SAM), no telefone 156, ou diretamente para a GCM, pelo telefone 153.